Fatores individuais e de contexto associados à não adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo em adultos brasileiros mais velhos : evidências do ELSI-BRASIL

dc.creatorMarceli Carvalho Falcão
dc.date.accessioned2025-11-06T11:52:51Z
dc.date.accessioned2025-11-14T15:43:37Z
dc.date.available2025-11-06T11:52:51Z
dc.date.issued2023-08-04
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/85454
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectDoença Crônica
dc.subjectTratamento Farmacológico
dc.subjectAdesão à Medicação
dc.subjectHipertensão
dc.subjectBarreiras ao Acesso aos Cuidados de Saúde
dc.subjectPrivação Social
dc.subjectPopulação Urbana
dc.subjectPopulação Rural
dc.subjectAcessibilidade aos Serviços de Saúde
dc.subjectFatores Etários
dc.subjectNível de Saúde
dc.subjectInquéritos Epidemiológicos
dc.subjectExercício Físico
dc.subjectFatores Sexuais
dc.subject.otherDoença crônica
dc.subject.otherTratamento farmacológico
dc.subject.otherAdesão à medicamentos
dc.subject.otherHipertensão arterial
dc.subject.otherIdosos
dc.subject.otherÍndice de privação social
dc.subject.otherBarreiras ao acesso aos cuidados de saúde
dc.titleFatores individuais e de contexto associados à não adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo em adultos brasileiros mais velhos : evidências do ELSI-BRASIL
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Luciana de Souza Braga
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7321132278892199
local.contributor.advisor1Elaine Leandro Machado
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6447812227886249
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9448901314632309
local.description.embargo2026-08-04
local.description.resumoIntrodução: O Brasil enfrenta um rápido processo de envelhecimento populacional, levando ao aumento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) entre adultos mais velhos (50 anos e mais). A hipertensão arterial (HA) é uma DCNT significativa, sendo crucial à adesão ao tratamento medicamentoso para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. As características do ambiente físico e social, incluindo a disponibilidade de bens e serviços de saúde, variam entre áreas urbanas e rurais, afetando a adesão aos medicamentos anti-hipertensivo. Objetivo: Este estudo visa avaliar os fatores individuais e de privação socioeconômica que influenciam à não adesão ao tratamento medicamentoso anti-hipertensivo em brasileiros mais velhos, analisando características sociodemográficas, condições de saúde e acesso aos serviços de saúde e o contexto socioeconômico medido pelo Índice Brasileiro de Privação (IBP). Métodos: Trata-se de um estudo transversal usando sados da linha de base do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado entre 2015-2016. A não adesão foi medida pelo relato de não tomar, aumentar ou diminuir a dose de algum medicamento para tratar HA, nos 7 dias anteriores à entrevista. As variáveis analisadas incluem sexo, escolaridade, situação conjugal, área de moradia, idade, cor autorreferida, renda, região de moradia, prática de atividade física, consumo de álcool, tabagismo, hábitos alimentares, função cognitiva, autoavaliação de saúde, multimorbidade, polifarmácia, posse de plano de saúde, problemas para obter medicamentos e IBP. Resultados: Dos 9.412 participantes do ELSI-Brasil, 3.888 (41,3%) relataram ter diagnóstico médico de hipertensão, com prescrição médica para tratamento medicamentoso e dados completos, sendo 29,07% (IC 95% 26,6 - 31,7) classificados como não aderentes à farmacoterapia anti-hipertensiva. Na área urbana, a não adesão estava negativamente associada à idade e polifarmácia e positivamente associada à autoavaliação de saúde. Indivíduos entre 60-69 anos, 70-79, e 80 anos e mais apresentaram, respectivamente, 39% (OR= 0,61; IC 95% 0,48 - 0,78), 26% (OR = 0,74; IC 95% 0,57 - 0,96) e 49% (OR = 0,51; IC 95% 0,35 - 0,73) menor chance de não adesão. A chance de não adesão foi 34% menor (OR = 0,66; IC 95% 0,51 - 0,85) entre usuários de 5 ou mais medicamentos e 59% (OR=1,59; IC95% 1,17 - 2,16) maior entre aqueles que avaliaram sua a saúde como ruim ou muito ruim. Na área rural, autoavaliação de saúde como regular (OR = 2,00 IC 95% 1,211- 3,28) ou ruim/muito ruim (OR = 2,02; IC 95% 1,03 - 3,95) e os problemas para obter medicamentos (OR = 1,68; IC 95% 1,09 - 2,57) aumentaram a chance de não adesão, assim como, residir em áreas de alta privação (OR = 1,11; IC95% 1,00-1,24). Conclusões: Os resultados encontrados demonstraram que fatores associados à não adesão à farmacoterapia anti-hipertensiva diferem entre as áreas urbana e rural, sendo necessário políticas públicas que considerem as especificidades da população e seu contexto, promovendo equidade no acesso aos medicamentos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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