Tradição, linguagem e orientação: a escrita da história de Manoel Bomfim (1923-1931)

dc.creatorCarolina de Oliveira Silva Othero
dc.date.accessioned2020-01-17T11:27:53Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:35:26Z
dc.date.available2020-01-17T11:27:53Z
dc.date.issued2019-08-16
dc.description.abstractThis dissertation has as its object the history of Brazil written by Manoel Bomfim, more specifically his trilogy about the "national formation". The essays Brasil na América (1929), Brasil na História (1930) e Brasil Nação (1931) were analyzed from the perspective of a history of historiography concerned with the centrality of language in the construction of the past. Our objective was to investigate the conceptual apparatus used by the author to represent the national past and the discursive strategies mobilized in the elaboration of a plot to Brazilian history. We chose as our main methodological strategy the analysis of two concepts that played a central role in the historical representation throughout the essays: tradition and formation. Analyzing the use of these terms was a starting point to understand how a past reality was constructed in the narrative. Two broader concerns are present in this dissertation. The first one is to investigate how the history of Brazil written by Manoel Bomfim sought to answer dilemmas that mobilized many intellectuals throughout the First Republic. Among these dilemmas were: the possibility of building a modern nation, the searching of a Brazilian identity in "national language” and the sense of crisis in the Brazilian Republic. The second concern is to understand how Manoel Bomfim wrote a history of Brazil using conceptual categories, analytical procedures and epistemological conceptions present in different disciplinary fields, all of them in formation at that time. In order to comprehend this writing of history that dialogued with different knowledge and theories, especially those from sociology and psychology, we analyze the trilogy together with another work from Bomfim, published in 1923: the book Pensar e dizer: estudo do símbolo no pensamento e na linguagem.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/31964
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHistória
dc.subjectBomfim, Manoel, 1868-1932
dc.subjectBrasil - Historiografia
dc.subject.otherManoel Bomfim
dc.subject.otherEscrita da história
dc.subject.otherTemporalidade
dc.subject.otherLinguagem
dc.subject.otherRepública
dc.titleTradição, linguagem e orientação: a escrita da história de Manoel Bomfim (1923-1931)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Douglas Attila Marcelina
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3094547693089382
local.contributor.referee1Angela Maria de Castro Gomes
local.contributor.referee1Luisa Rauter Pereira
local.contributor.referee1Maria da Glória de Oliveira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2587554933942435
local.description.resumoEsta dissertação de mestrado tem como objeto a escrita da história em Manoel Bomfim, mais especificamente aquela produzida em sua trilogia sobre a “formação nacional”. Os ensaios O Brasil na América (1929), O Brasil na História (1930) e O Brasil Nação (1931) foram analisados a partir da perspectiva de uma história da historiografia preocupada com a escritura, ou seja, com a dimensão narrativa da escrita da história e com a centralidade da linguagem na construção do passado. Investigamos a partir de quais recursos narrativos uma determinada experiência temporal foi construída e elaborada, ao longo dos ensaios. Para isso, analisamos o aparato conceitual empregado pelo autor para representar o passado nacional, as estratégias discursivas utilizadas na construção de um enredo para a história do Brasil e as construções metafóricas. Escolhemos como estratégia principal analisar o emprego de dois conceitos que desempenharam papel central na urdidura da narrativa histórica na trilogia: tradição e formação. Analisar a mobilização desses termos foi um ponto de partida para se compreender o aparato representacional a partir do qual uma dada realidade passada foi figurada na trilogia. Investigá-los foi um modo de analisar a escrita da história de Bomfim, pensando algumas questões de ordem teórica, epistemológica e política que a perpassavam. Duas preocupações mais amplas atravessam toda a dissertação. A primeira delas é investigar como a escrita da história de Manoel Bomfim buscou responder a dilemas que mobilizaram muito intelectuais ao longo da Primeira República, especialmente a possibilidade de construção de um Brasil moderno, a busca por uma definição da nação a partir da “língua nacional” e a sensação de crise na República brasileira. A segunda foi compreender como Manoel Bomfim escreveu uma história do Brasil apropriando-se de categorias conceituais, procedimentos analíticos e concepções epistemológicas presentes em diferentes campos disciplinares, todos eles em formação no Brasil. Para analisar essa escrita da história que conjugou diferentes saberes e teorias, especialmente aqueles provenientes da sociologia e da psicologia, colocamos a trilogia em diálogo com outra obra de Bomfim, publicada em 1923: o livro Pensar e Dizer: estudo do símbolo no pensamento e na linguagem.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História

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