Efeito sobre o traçado cardiotocográfico da hidralazina venosa utilizada Como droga de escolha em gestantes internadas com emergência hipertensiva

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Antonio Carlos Vieira Cabral

Resumo

Objetivos: Avaliar o efeito sobre o traçado cardiotocografico da hidralazina venosa utilizada como droga de escolha em gestantes internadas em emergência hipertensiva. Material e Métodos: Foi realizado um estudo de coorte transversal, prospectivo, tipo estudo de casos, realizado entre junho de 2000 e marco de 2005 na maternidade do Hospital Universitário Gaffree e Guinle da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO. Foram incluídas 67 gestantes, sendo 2 gemelares, portadoras de Síndrome Hipertensiva, em qualquer de suas formas, com mais de 28 semanas de gestação comprovadas pela data da ultima menstruação e confirmadas em ultrassonografia, realizada ate 20 semanas de gestação; apresentando PA, após 2 horas de repouso em níveis iguais ou superiores 150 x 110 mmHg. Antes da administração da hidralazina realizou-se um traçado cardiotocografico por 20 minutos, após aplicava-se 5 a 10 mm do anti hipertensivo em bolus. Após 20 minutos do efeito da droga e aferição da PA, novo traçado foi realizado com a duração também de 20 minutos. Três observadores avaliaram os traçados e os pontuaram utilizando o índice cardiotocometrico de Zugaibe e Behle, sem conhecimento prévio da ordem dos traçados e os resultados divididos em 3 categorias: Feto Ativo (normal), Feto Hipoativo (suspeito) e Feto Inativo (alterado). Foram criados 9 grupos de estudo de acordo com o momento da infusão da droga hipotensora. Essa classificação foi primeiramente aplicada nas notas de cada observador e no passo seguinte foi calculada a media entre os 3 observadores. A analise estatística adotada foi o teste do Qui-quadrado para variáveis continuas, sendo aceita a significância estatística quando p for inferior a 0,05. Foi aplicado o teste de Fisher com valores menores que 5. Resultados e Conclusões: Foram analisadas 67 gestantes, com 69 pares de traçados cardiotocograficos incluídas as 2 gestacoes gemelares. O observador 1 pontuou e classificou como ativos no traçado pré hidralazina 55 casos dos 69 fetos avaliados e pos hidralazina 57, o observador 2, 54 casos para hidralazina e 54 pos hidralazina e o observador 3, 46 casos pré hidralazina e 46 pos hidralazina. Com a distribuição da pontuação pelos 3 observadores, foi feita a correlação dos resultados para cada um deles. Compararam-se em tabela de contingência os traçados ativos que continuaram ativos após a infusão da hidralazina com aqueles que apresentaram piora da pontuação. Assim, no primeiro observador o resultado mostrou Qui-quadrado 4,50, p < 0,04 e RR = 2,64(1,07 6,48); no segundo observador o Qui-quadrado de 22,74, p < 0,001 e RR = 7,20 (2,90 17,86) e no terceiro observador o Qui-quadrado de 20,38, p < 0,001 e RR = 4,57 (2,19 9,52). O passo seguinte foi calcular a media das pontuações entre os 3 observadores cujo resultado mostrou o Qui-quadrado 20,38, p < 0,001 e RR = 4,57(2,19- 9,52). Os resultados desse estudo mostraram que a chance de um traçado inicial ser normal e continuar normal e real. O inverso e verdadeiro, provavelmente resultado da gravidade da emergência hipertensiva. A cardiotocografia se revelou inalterada ao uso de hidralazina endovenosa nas gestantes em emergência hipertensiva, e e um método acessível as maternidades do pais que atendem alto risco.

Abstract

Assunto

Ginecologia, Hidralazina/efeitos adversos, Emergências, Hipertensão, Gestantes, Obstetrícia, Cardiotocografia

Palavras-chave

Saúde da Mulher

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