Meus braços de tacacazeiras :formações identitárias das corporalidades gordas de mulheres da cidade de Manaus

dc.creatorRosa da Costa Gato Neta
dc.date.accessioned2025-03-17T19:20:44Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:16:07Z
dc.date.available2025-03-17T19:20:44Z
dc.date.issued2024-12-20
dc.description.abstractFrom a very early age, we Amazonian women learned to handle the paddle of our canoes. Still, it is noticeable that colonial processes continue to be constantly updated, it is no wonder that Southeastern and Southern people in the Brazilian context vehemently believe in talking about our immensity, our experiences and our pains, without at least taking the trouble to realize the diversity existing in the northern region, believing that we are all “flour from the same bag” (Northern regional saying). In this sense, among the oppressions that permeate the Amazonian women-bodies, we take as a central point of discussion in this work Gordophobia, which is permeated and strengthened by other prejudices. That said, the general objective of this dissertation was to analyze how fat women in Manaus have subjectively perceived the experiences of fatphobia and the territorial and ethnic identification of their bodies in their identity processes. For this feat, we had as specific objectives: To understand the territorial formation that fat Amazonian women are inserted, starting from the intersectional look of decolonial feminism; To investigate how the modern/colonial gender system has hindered the identity construction of Amazonian women the process of (re)knowledge of their fat bodies; To explain how the colonial tensions of fatphobia have been present in the trajectory of fat Manauara women. The narratives were carried out in 6 meetings, 1 meeting with each interlocutor, all participants declared themselves fat women. Of the 6 women, 5 were born in the State of Amazonas and 1 was born in São Paulo, but arrived in Manaus as a child. To identify the participants we used fictitious names, they are: Marta, Alvina, Maya, Fátima, Graça and Neia, the choice of names is a tribute to the tacacazeiras women of the Amazon (women who specialize in cooking tacacá, a northern Brazilian dish). Concerning methods, we used decolonial feminism as an epistemological and methodological basis, betting on an analysis of the experiences of both the interlocutors and the researcher. A fortiori, we conclude that the daily life of fat Amazonian women is permeated by fatphobic experiences, either through speeches, or even in the difficulties encountered to enter and remain in environments such as the labor market. In addition, the imagetic representations that are socially created about fat people, in the cradle of colonization, do not match the reality that these Amazonian women live and not even in past experiences, which are reported by their memories. Finally, Amazonian fat women provoke us to perceive the low representation of the north with regard to the valuation of fat bodies, where diversity has been used in a shallow way, thus, fat bodies from the North end up not gaining the same notoriety as fat bodies from other regions of Brazil, making the representation of fat corporealities in sectors such as social media are mostly composed of white, southeastern and/or southern fat women.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80717
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectRelações de gênero - Teses
dc.subjectObesidade - Aspectos sociais - Teses
dc.subjectFeminismo - Teses
dc.subjectPsicologia social - Teses
dc.subject.otherPsicologia
dc.subject.otherPsicologia social
dc.subject.otherAntigordofobia
dc.subject.otherGordofobia
dc.subject.otherCorporalidades
dc.subject.otherCorporalidades gordas
dc.subject.otherAtivismo gordo
dc.subject.otherGênero
dc.subject.otherRaça
dc.subject.otherAmazonas
dc.subject.otherColonização
dc.subject.otherFeminismo decolonial
dc.titleMeus braços de tacacazeiras :formações identitárias das corporalidades gordas de mulheres da cidade de Manaus
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Paula Rita Bacellar Gonzaga
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0399493499741522
local.contributor.referee1Lisandra Espindula Moreira
local.contributor.referee1Marcelle Jacinto da Silva
local.contributor.referee1Andreza Cristina da Costa Silva
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6329830726431901
local.description.resumoDesde muito cedo, nós mulheres amazônidas aprendemos a manejar o remo de nossas canoas. Ainda, é perceptível que os processos coloniais permanecem sendo constantemente atualizados, não é à toa que pessoas Sudestinas e Sulistas do contexto brasileiro acreditem veemente falarem de nossas imensidões, nossas experiências e nossas dores, sem que ao menos se deem o trabalho de perceber a diversidade existente na região norte, acreditando que somos todos “farinha do mesmo saco” (ditado regional do Norte). Nesse sentido, entre as opressões que perpassam os corpos-mulheres-amazônidas, tomamos como ponto central de discussão neste trabalho a Gordofobia, que é permeada e fortalecida por outros preconceitos. Dito isso, o objetivo geral desta dissertação foi analisar como as mulheres gordas de Manaus têm apercebido subjetivamente as experiências de gordofobia e a identificação territorial e étnica de seus corpos em seus processos identitários. Para essa feitura, tivemos como objetivos específicos: Compreender a formação territorial que as mulheres gordas amazonenses estão inseridas, partindo de olhar interseccional do feminismo decolonial; Investigar como o sistema moderno/colonial de gênero tem interditado na construção identitária de mulheres amazonenses o processo de (re)conhecimento dos seus corpos gordos; Explicitar como os tensionamentos coloniais da gordofobia tem se feito presente na trajetória de mulheres manauaras gordas. As narrativas foram realizadas em 6 encontros, sendo 1 encontro com cada interlocutora, todas as participantes se autodeclararam mulheres gordas. Das 6 mulheres, 5 nasceram no Estado do Amazonas e 1 nasceu em São Paulo, mas chegou em Manaus ainda criança. Para identificação das participantes utilizamos nomes fictícios, são eles: Marta, Alvina, Maya, Fátima, Graça e Neia, a escolha dos nomes é uma homenagem às mulheres tacacazeiras do Amazonas. No que diz respeito aos métodos, utilizamos como base epistemológica e metodológica o feminismo decolonial, apostando em uma análise das experiências tanto das interlocutoras como da pesquisadora. A fortiori, concluímos que o cotidiano de mulheres gordas amazônidas é permeado por experiências gordofóbicas, seja por meio dos discursos, ou até mesmo nas dificuldades encontradas para entrada e permanência em ambientes como o mercado de trabalho. Além disso, as representações imagéticas que são socialmente criadas sobre pessoas gordas, no berço da colonização, não condiz com a realidade que essas mulheres amazônidas vivem e nem mesmo em vivências passadas, que são relatadas por suas memórias. Por fim, mulheres gordas amazônidas nos provocam a percebermos a baixa representação do norte no que diz respeito à valoração dos corpos gordos, onde a diversidade tem sido usada de maneira rasa, assim, corpos gordos do Norte acabam não ganhando a mesma notoriedade do que corpos gordos de outras regiões do Brasil, fazendo com que a representação das corporalidades gordas em setores como as mídias sociais sejam compostos majoritariamente por mulheres gordas brancas, sudestinas e/ou sulistas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia

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