A memória como gesto : artesanias temporais em uma cidade-trapeira

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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The memory as a gesture : temporal crafts in a ragpicker-city

Primeiro orientador

Membros da banca

Elton Antunes
Regina Helena Alves da Silva
Ana Paula Goulart Ribeiro

Resumo

Partindo de cinco iniciativas de memória sobre Belo Horizonte (MG), que aqui consideramos memórias menores de caráter coletivo, este trabalho busca desenvolver uma perspectiva analítica que permita compreender a memória como gesto, buscando complexificar o entendimento de memória coletiva proposto por Maurice Halbwachs (1990), a partir da experiência da capital mineira com suas memórias. Para tanto, tomamos tais iniciativas como fios e retalhos de uma trama com as quais a nossa cidade-trapeira lida, imagem que atribuímos à cidade e que caracteriza também nossa abordagem metodológica, a qual se relaciona com um modo de lidar com as memórias a partir de seus fragmentos e vestígios. Essas iniciativas nos parecem pretender dar conta de um comum, mas incorporam e dão a ver a multiplicidade temporal que as constituem, haja vista que emergem de um cotidiano heterogêneo, que se vincula a tempos e espaços conflitantes e coexistentes. Trata-se, ao nosso ver, de memórias abigarradas, nos termos de Silvia Rivera Cusicanqui (2015; 2018), nas quais temporalidades e espacialidades são rearranjadas em um contínuo movimento que mostra as instabilidades e disputas sobre a memória e a própria cidade. Assim, olhando para tais narrativas, propomo-nos a pensar a memória como gesto, um ato ético, estético e político vinculado a um esforço produtivo sobre a cidade, que incorpora liberdade. Um campo não pacificado, no qual encontramos contradições, silenciamentos e invisibilidades refletidas nas diferentes narrativas sobre ela, conformando distintas identidades narrativas.

Abstract

Based on five initiatives of memory regarding Belo Horizonte (MG), which we consider smaller memories with a collective nature, this study aims to develop an analytical perspective that allows an understanding of memory as a gesture, seeking to complexify the understanding of collective memory proposed by Maurice Halbwachs (1990) through the experience of the capital of Minas Gerais and its memories. To this end, we perceive these initiatives as threads and patches of a mesh with which our ragpicker-city engages – a metaphor that we attribute to the city and that also characterizes our methodological approach. It is a metaphor related to a way of engaging with memories through their fragments and traces. These initiatives appear to intend to account for a shared experience, yet they embody and reveal the temporal multiplicity that constitutes them. This multiplicity arises from a heterogeneous everyday life, entangled in conflicting and coexisting temporalities and spaces. From our perspective, these memories can be described as abigarradas, borrowing Silvia Rivera Cusicanqui's (2015; 2018) term, in which temporal and spatial dimensions are rearranged in a continuous movement that exposes the instabilities and conflicts surrounding memory and the city itself. By examining these narratives, our aim is to conceptualize memory as a gesture — a complex and multifaceted act that is imbued with ethical, aesthetic and political dimensions, in which there is liberty. This conceptualization is tied to a productive effort concerning the city, which we consider as an unsettled field characterized by contradictions, silences, and invisibilities reflected in distincts narratives, thus shaping diverse narrative identities.

Assunto

Comunicação - Teses, Memória - Teses, Cidades e vilas - Teses, Cultura - Teses

Palavras-chave

Memória, Memória Coletiva, Narrativa, Cidade, Temporalidades, Cultura

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