Estudo dos Polimorfismos dos Genes CLU e CR1 na depressão e na demência de Alzheimer de início tardio em idosos brasileiros

dc.creatorFlavia Lanna de Moraes
dc.date.accessioned2019-08-10T23:59:20Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:56:48Z
dc.date.available2019-08-10T23:59:20Z
dc.date.issued2012-02-29
dc.description.abstractDementia and depression are important causes of dependence and disability among the elderly, with severe consequences for the family and health care system. Study of biomarkers is essential to understand pathophysiology of the disease, early diagnosis and search of new therapeutic targets. The aim of this study was to detect any association between polymorphisms of the Clusterin (CLU) and the Complement Receptor 1 (CR1) genes and AD or depression in Brazilian elderly. It was a cross-section case-control study, with 501 individuals over 60 years, divided in three groups: 211 late-onset Alzheimer's disease (LOAD) patients (women 135; mean age 80 years), 182 major depression individuals (women 148; mean age 76 years) and 108 control subjects (women 75; mean age 78 years). The mean score at MMSE test was 13 points (Alzheimer's disease), 23 points (depression) and 26 points (Control). All analyzed polymorphisms satisfied the Hardy-Weinberg equilibrium (HWE). Two common genetic variants (rs 2279590 and rs9331888) in the CLU gene and one (rs 6656401) in CR1 gene were genotyped using TaqMan® technology. The ancestral allele (C) and the genotype (C/C) of the rs2279590 polymorphism within CLU were significantly associated with an increased risk of LOAD (OR = 1,52; p = 0.01 and OR = 2; p = 0.02, respectively). Haplotype analysis identified a risk haplotype (C/C) (OR= 1.23, p = 0.02) and a protective haplotype (C-T) (OR 0.77, p = 0.03). However, after adjustment, such associations were not maintained, possibly, due to the sample size or ethnic difference, as no other similar study in Brazilian population was published until now. No association between polimorphism of the CR1 gene were found for LOAD or major depression in our sample. These findings suggest CLU as a susceptibility gene for LOAD in a sample of Brazilian population. Larger genetic studies would be needed in the future, to further investigate those genes function and to clarify their functional roles in Alzheimers disease.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-8UEN6L
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAlzheimer, Doença de
dc.subjectClusterina/análise
dc.subjectBrasil
dc.subjectDemência
dc.subjectDepressão
dc.subjectPolimorfismo genético
dc.subjectDoença de Alzheimer
dc.subjectDoenças neurodegenerativas
dc.subjectEstudos transversais
dc.subjectEstudos observacionais
dc.subjectReceptores de complemento 3b
dc.subjectSaúde do idoso
dc.subject.otherMedicina Molecular
dc.titleEstudo dos Polimorfismos dos Genes CLU e CR1 na depressão e na demência de Alzheimer de início tardio em idosos brasileiros
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Rodrigo Nicolato
local.contributor.referee1Debora Marques de Miranda
local.contributor.referee1Fernando Silva Neves
local.contributor.referee1Humberto Correa da Silva Filho
local.description.resumoA demência e a depressão representam causas importantes de dependência e incapacidade entre os idosos, com profundas consequências para a família e o sistema de saúde. O estudo dos biomarcadores é fundamental para a compreensão dos mecanismos fisiopatológicos da doença e, consequentemente, para o diagnóstico precoce e busca de novos alvos terapêuticos. O objetivo do estudo foi avaliar a existência de associação entre os polimorfismos do gene da Clusterin (CLU) e do Receptor 1 do Complemento (CR1) e demência e depressão em idosos brasileiros. O estudo foi observacional e transversal, com 501 indivíduos com idade acima de 60 anos, separados em três grupos distintos: controle (108 indivíduos), demência de Alzheimer (211 indivíduos) e depressão maior (182 indivíduos), que foram comparados com relação aos dados sócio-demográficos, variáveis clínicas e polimorfismos genéticos. A média de idade foi de 78 anos, 80 anos e 76 anos nos grupos controle, demência de Alzheimer e depressão respectivamente. Em todos os grupos, houve predomínio do sexo feminino e a escolaridade variou de 3 a 4,2 anos. A média do MEEM foi de 13 pontos (Demência de Alzheimer), 23 pontos Depressão) e 26 pontos (Controle). O estudo encontrou uma associação de risco para a doença de Alzheimer entre o alelo ancestral C (OR= 1,52; p=0,01) e o genótipo C/C (OR=2; p=0,02) para o rs2279590 do gene codificador da Clusterin (CLU). A análise haplotípica para os SNPs da CLU (rs22790590 e rs9331888) mostrou uma associação entre o haplótipo C-C e o risco para DA, por ter sido encontrado com maior frequência nos casos (OR 1,23; p=0,02). Por sua vez, o haplótipo C-T foi significativamente mais frequente nos controles (OR 0,77; p=0,03), sugerindo um efeito protetor. Todavia, estas associações não foram mantidas após o ajustamento com 1.000 permutações, o que se deveu, possivelmente, ao tamanho da amostra. Não houve associação alélica, nem genotípica, entre o SNP rs9331888 da CLU e o SNP rs6656401 do CR1 com a doença de Alzheimer. Para depressão, não houve associação com nenhuma dos biomarcadores genéticos avaliados. O estudo reforça a hipótese da associação entre o polimorfismo do gene da Clusterin (CLU) e o risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
local.publisher.initialsUFMG

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