A autenticidade como conceito: a UNESCO e a atribuição do título de paisagem cultural do patrimônio moderno à Pampulha

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Resumo

Reconhecendo autenticidade como conceito chave para a concepção e configuração histórica da Política de Patrimônio, no plano nacional e internacional, propomos aqui uma apresentação e um debate crítico, alicerçados em revisão de literatura seguida de estudo de caso. Retomando as leituras teóricas que nosso grupo de pesquisa vem realizando nos últimos anos - Heinich, Jeudy, Lowenthal, Muñoz Viñas, García Canclini, entre outros - aliados a trabalhos recentes que têm versado sobre o conceito à luz de políticas e práticas inovadoras que vêm transformando o campo do Patrimônio, pretendemos discutir os sentidos da autenticidade no escopo de Cartas, Convenções e outros documentos relevantes enquanto marcos neste campo. Nesta primeira parte daremos maior destaque ao emprego de autenticidade enquanto conceito integrado à política da Unesco para atribuição do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, considerando desde o trabalho intelectual que o mobiliza articulado com um aparato de categorias (como originalidade; identidade; pertencimento; autoria; entre outras) constituído desde a modernidade até o imperativo econômico que intervém sobre os bens patrimonializados através da especulação imobiliária ou da indústria do turismo. Numa segunda parte, discutiremos o caso do Conjunto da Pampulha, prosseguindo nossa crítica do documento de inclusão na Lista, tomando como pontos de partida: a) a aplicação da categoria dentro dos Dossiês de candidatura do Conjunto Moderno da Pampulha à lista de Patrimônio Cultural da UNESCO (2014 e 2017), qual sentido predominante em que é empregada, o quanto é recorrente, qual seu peso dentro da argumentação, e a forma como participa da própria constituição do objeto, considerando os textos e imagens que compõem o documento; b) considerações a respeito da avaliação do Dossiê e das ações subsequentes da Unesco e da PBH (proponente), investigando como se constrói essa autenticidade do ponto de vista da razão patrimonial que desconsidera outras historicidades e referências culturais para promover o aplainamento, limando “arestas” para apresentar a Paisagem cultural (sustentáculo adotado para a proposta final) na condição de autêntica. Analisaremos em que medida esta construção evidencia um progressivo ajuste da proposição ao que avaliadores externos da Unesco reconhecem como autenticidade. Em nossas considerações finais propomos um questionamento: por que, diante das evidentes e acirradas contradições que desperta , tal categoria permanece firmemente entre os critérios de patrimonialização.

Abstract

Assunto

Pampulha, Lagoa da, Região (MG), Arte moderna, Unesco, Patrimônio cultural

Palavras-chave

Autenticidade, Conjunto Moderno da Pampulha, UNESCO, Patrimônio da humanidade

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https://www.even3.com.br/anais/iiisimposioicomosbrasil/149072-a-autenticidade-como-conceito--a-unesco-e-a-atribuicao-do-titulo-de-paisagem-cultural-do-patrimonio-moderno-a-pam/

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