Austeridade fiscal e reformas estruturais: quais seriam os ganhos de produtividade do trabalho necessários para compensar os impactos regionais contracionistas da agenda de austeridade?
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Este artigo tem como objetivo projetar qual deve ser a variação da produtividade do trabalho em resposta à consolidação fiscal no Brasil para compensar os impactos contracionistas dessa agenda, considerando as heterogeneidades regionais. Para isso, utiliza-se um modelo de equilíbrio geral inter-regional dinâmico para 27 unidades federativas brasileiras. Os principais resultados mostram que o aumento da produtividade do trabalho necessário para atenuar os efeitos contracionistas da consolidação fiscal está em torno de 20% no acumulado até 2030 e varia consideravelmente entre as Unidades da Federação (em torno de 9% para os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, excluindo Distrito Federal e 30% para os estados do Norte e Nordeste, em média). Os resultados macroeconômicos também seguem a mesma heterogeneidade. No nível agregado, apesar do resultado positivo da balança comercial, o investimento e o emprego caem 1,8 e 12%, respectivamente, em relação ao cenário de base. O aumento da produtividade do trabalho nos estados mais afetados pelos impactos contracionistas da austeridade é pouco factível devido à baixa perspectiva de consumo das famílias, queda de investimento e alto desemprego em uma composição setorial pouco beneficiada com a agenda de austeridade e reformas.
Abstract
This article aims to project the variation in labor productivity in response to fiscal consolidation in
Brazil necessary to offset the contractionary impacts of this agenda, considering regional heterogeneities. For this, a dynamic interregional general equilibrium model is used for 27 Brazilian federative units, allowing a bottomup analysis. The main results show that the increase in labor productivity necessary to mitigate the contractionary effects of fiscal consolidation is around 20% in the accumulated until 2030 and varies considerably between the Federation Units (around 9% for the southern states, Southeast and Midwest, excluding the Federal District, and
30% for the North and Northeast states, on average). Macroeconomic results also follow the same heterogeneity. Despite the positive result of the trade balance, investment and employment fell 1.8 and 12%, respectively, compared to the baseline scenario. The increase in labor productivity in the states most affected by the contractionary impacts of austerity is hardly feasible due to the low prospect of household consumption, falling investment and high unemployment in a sectoral composition that has little benefit from the austerity and reforms agenda.
Assunto
Finanças públicas, Finanças públicas Brasil, Produtividade
Palavras-chave
Austeridade Fiscal, Reformas Estruturais, Produtividade do trabalho, Equilíbrio Geral Computável.
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