Multimorbidade e envelhecimento ativo e saudável: evidências do Brasil (ELSI-Brasil) e da Inglaterra (ELSA)
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Márlon Juliano Romero Aliberti
Bruno Pereira Nunes
Juleimar Soares Coelho de Amorim
Amanda Cristina de Souza Andrade
Bruno Pereira Nunes
Juleimar Soares Coelho de Amorim
Amanda Cristina de Souza Andrade
Resumo
Introdução: A promoção do Envelhecimento Ativo e Saudável, tem se tornado uma meta para governantes devido ao envelhecimento populacional acelerado e os desfechos adversos em saúde, como a multimorbidade. Objetivo: Avaliar a associação entre condições de saúde, envelhecimento ativo e envelhecimento saudável, considerando adultos mais velhos (50 anos e mais) residentes no Brasil (ELSI-Brasil) e na Inglaterra (ELSA). Métodos: Foram utilizados dados da linha de base (2015-2016) do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) para o Brasil, e da oitava onda (2016-2017) do English Longitudinal Study of Aging (ELSA), para a Inglaterra. As condições de saúde compreenderam o componente físico da saúde (limitação nas atividades de vida diária (AVD) e multimorbidade), construto da multimorbidade (hipertensão arterial; diabetes; dislipidemia; problema cardíaco (infarto, angina e insuficiência cardíaca); acidente vascular cerebral (AVC); asma; doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); artrite ou reumatismo; osteoporose; problema de coluna; depressão; câncer; insuficiência renal crônica; Parkinson e Alzheimer) e os padrões de multimorbidade. O envelhecimento ativo compreendeu os determinantes, comportamentais (tabagismo, inatividade física e má qualidade do sono), pessoais (fluência verbal e satisfação geral com a vida), sociais (escolaridade, solidão e voluntariado) e de saúde (atividades de vida diária e multimorbidade). Já a capacidade intrínseca, componente do envelhecimento saudável, englobou os domínios, cognitivo (orientação temporal, memória tardia, memória semântica e fluência verbal), psicológico (sintomas depressivos e sono), sensorial (acuidade auditiva e visual), locomotor (velocidade da marcha e teste de equilíbrio) e vitalidade (força de preensão palmar, perda de peso, exaustão e baixa resistência). Para as análises estatísticas foram realizadas: (1) Regressão Binomial Negativa para estimar a associação dos determinantes comportamentais, pessoais e sociais com o componente físico da saúde; (2) Regressão linear para analisar a associação entre multimorbidade e o escore da capacidade intrínseca; (3) Análise fatorial para identificar os padrões de multimorbidade entre adultos mais velhos brasileiros. Resultados: Os resultados são apresentados em três artigos científicos: (1) ao comparar o Brasil e a Inglaterra, os determinantes do envelhecimento ativo foram piores no Brasil do que na Inglaterra. Além disso, os determinantes, comportamentais, pessoais e sociais estiveram associados à saúde no Brasil e na Inglaterra. (2) no Brasil, a multimorbidade foi associada a uma pior capacidade intrínseca, para homens e mulheres, mesmo após o ajuste por diversas características relevantes, tanto individuais quanto contextuais e (3) foram identificados cinco padrões de doenças a partir de dados do ELSI-Brasil, sendo: metabólico (diabetes, dislipidemia, câncer e insuficiência renal crônica), cardiovascular (hipertensão arterial, infarto, angina e insuficiência cardíaca), respiratório (asma e DPOC), neurológico (Parkinson e Alzheimer) e músculo-esquelético e mental (artrite ou reumatismo, osteoporose, problema de coluna e depressão). Considerações finais: Com o aumento da multimorbidade entre a população idosa e suas implicações negativas como demonstram as pesquisas dessa tese, governos e sociedades que vêm vivenciando o envelhecimento populacional devem tomar medidas para adaptar os programas públicos à proporção crescente de pessoas idosas, bem como das doenças crônicas. Essas estratégias devem abranger a elaboração e implementação de políticas públicas que contribuam para que o processo de envelhecimento ocorra de forma ativa e saudável, fundamentado numa perspectiva funcional e no manejo adequado da multimorbidade.
Abstract
Introduction: Promoting active and healthy aging has become a goal for governments due to accelerated population aging and adverse health outcomes, such as multimorbidity. Objective: To evaluate the association between health conditions, active aging, and healthy aging, considering older adults (50 years and older) living in Brazil (ELSI-Brazil) and England (ELSA). Methods: Data from the baseline (2015-2016) of the Brazilian Longitudinal Study of Older Adults (ELSI-Brazil) for Brazil and the eighth wave (2016-2017) of the English Longitudinal Study of Aging (ELSA) for England were used. Health conditions included the physical component of health (limitation in activities of daily living (ADL) and multimorbidity), the multimorbidity construct (high blood pressure; diabetes; dyslipidemia; heart problems (heart attack, angina, and heart failure); stroke; asthma; chronic obstructive pulmonary disease (DPOC); arthritis or rheumatism; osteoporosis; back problems; depression; cancer; chronic kidney failure; Parkinson's and Alzheimer's disease), and disease patterns. Active aging included behavioral (smoking, physical inactivity, and poor sleep quality), personal (verbal fluency and overall life satisfaction), social (education, loneliness, and volunteering), and health (activities of daily living and multimorbidity) determinants. Intrinsic capacity, a component of healthy aging, encompassed the following domains, cognitive (temporal orientation, delayed memory, semantic memory, and verbal fluency), psychological (depressive symptoms and sleep), sensory (auditory and visual acuity), locomotor (gait speed and balance test), and vitality (handgrip strength, weight loss, exhaustion, and low endurance). Statistical analyses were performed using: (1) Negative Binomial Regression to estimate the association of behavioral, personal, and social determinants with the physical component of health; (2) Linear regression to analyze the association between multimorbidity and the intrinsic capacity score; (3) Factor analysis to identify patterns of multimorbidity among older Brazilian adults. Results: The results are presented in three scientific articles: (1) when comparing Brazil and England, the determinants of active aging were worse in Brazil than in England. Furthermore, behavioral, personal, and social determinants were associated with health in Brazil and England. (2) In Brazil, multimorbidity was associated with poorer intrinsic capacity for both men and women, even after adjusting for several relevant individual and contextual characteristics. (3) Five disease patterns were identified based on ELSI-Brazil data: metabolic (diabetes, dyslipidemia, cancer, and chronic kidney disease), cardiovascular (hypertension, heart attack, angina, and heart failure), respiratory (asthma and DPOC), neurological (Parkinson's and Alzheimer's), musculoskeletal, and mental (arthritis or rheumatism, osteoporosis, back problems, and depression). Final considerations: With the increase in multimorbidity among the elderly population and its negative implications, as demonstrated by the research in this thesis, governments and societies experiencing population aging must take measures to adapt public programs to the growing proportion of older adults and chronic diseases. These strategies should include the development and implementation of public policies that contribute to an active and healthy aging process, based on a functional perspective and appropriate management of multimorbidity.
Keywords: Aging. Healthy Aging. Multimorbidity. Chronic Disease. Functional Ability.
Assunto
Envelhecimento, Envelhecimento Saudável, Multimorbidade, Doença Crônica, Habilidade Funcional, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Envelhecimento, Envelhecimento Saudável, Multimorbidade, Doença crônica, Habilidade Funcional, Saúde do Idoso
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