Sintomas negativos da esquizofrenia: uma abordagem terapêutica

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Universidade Federal de Minas Gerais

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A esquizofrenia é um distúrbio mental crônico grave que atinge aproximadamente 1% da população geral (Lewis et al., 2000; Rice DP. 1999 apud Bressan et al., 2000), e apresenta sintomas positivos e sintomas negativos. Sendo que os sintomas negativos e o déficit cognitivo são as manifestações mais resistentes às abordagens terapêuticas (Millan et al., 2014). Pacientes com pior quadro clínico e sintomas, consequentemente tem comprometimento mais severos do funcionamento cognitivo e social (Staal et.al 2001). Para Green et al.,2012; Meyer-Lindenberg et al., 2011; Millan et al.,2012 não houve muita intervenção para melhorar a cognição social comprometida, que ainda é refratária à medicação, na esquizofrenia (apud Millan et al,2014). Na análise do impacto social da doença, o percentual de incapacidade total apresentou variação entre 1,1% e 2,5% nas Américas e a maioria dos países sul-americanos está acima da média de 1,6%. Na psicorradiologia, diante dos estudos e avanços tecnológicos, os exames de imagem podem ser ferramentas úteis para acompanhar a atrofia cortical cerebral, que é uma característica anatômica observada na esquizofrenia (Yamasue et al., 2004). Os métodos de diagnóstico para doenças psiquiátricas utilizando técnicas de ressonância magnética (RM), podem fornecer evidências tangíveis de funções neurobiológicas para auxiliar no acompanhamento das doenças psiquiátricas (Agarwal et al., 2010). Contudo, essa área de pesquisa de exames de imagem ainda apresenta alguns resultados inconsistentes não podendo, ainda, ser um método diferencial isolado de diagnóstico de doenças psiquiátricas e deve ser relacionado com outras características clínicas da doença (Agarwal et al., 2010). Diante da evolução na área da farmacologia e das pesquisas, a classe dos antipsicóticos atípicos apresentou uma nova percepção no tratamento da esquizofrenia (Lehmann HE et al., 1997 apud JB de Macedo et al., 2018). O tratamento com os antipsicóticos atípicos pode contribuir para a melhor qualidade de vida dos pacientes esquizofrênicos (Irismar R Oliveira, 2000), sendo sugerido pela possível melhora nos domínios cognitivos e negativos além dos sintomas negativos (Hagger et al., 1993; Woodward et al., 2005 apud Meltzer and Massey, 2011). Nos países desenvolvidos, os antipsicóticos atípicos têm sido mais utilizados no tratamento devido ao baixo risco de efeitos extrapiramidais e discinesia tardia contribuindo para maior tolerabilidade e segurança clínica (Barnes et al., 1998 apud Meltzer and Massey, 2011). Alguns avanços na compreensão da esquizofrenia e de seu tratamento foram consolidados neste trabalho.

Abstract

Assunto

Neurociências, Esquizofrenia, Terapêutica, Antipsicóticos

Palavras-chave

Esquizofrenia, Sintomas Negativos, Avanço Terapêutico, Antipsicóticos, Psicorradiologia, Neuroimagem

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