Mosaicos, hiperlinks e outras dispersões: considerações sobre "Eles eram muitos cavalos" de Luiz Ruffato e "Ó" de Nuno Ramos

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Silvana Maria Pessôa de Oliveira
Vera Lúcia de Carvalho Casa Nova
Amilton José Freire de Queiroz
Ivete Lara Camargos Walty

Resumo

Este trabalho propõe uma leitura de Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato, e de Ó, de Nuno Ramos, pelo viés da dispersão, pensando as relações entre formas e temas no contexto da sociedade chamada de posmoderna. Para tanto, dois operadores conceituais foram escolhidos para pensarmos os processos composicionais muito particulares dos dois escritores contemporâneos: a técnica do mosaico para o livro de Ruffato e a lógica do hiperlink para a dicção de Nuno Ramos. A partir disso, discutimos o difícil enquadramento das duas obras no escopo dos gêneros textuais e tomamos o ensejo que essas escritas – abertas, dispersivas, transgressoras – nos deixam para eleger diferentes abordagens metodológicas a fim de analisar diferentes recortes temáticos. Para tanto, traçamos ensaios críticos mais ou menos independentes e diversos entre si, que se comunicam pelo diálogo com a dispersão constitutiva da cultura contemporânea e, de diferentes modos, das duas obras literárias em questão. No romance-mosaico de Luiz Ruffato, selecionamos, para esses ensaios, fragmentos da obra que expõem problemas decorrentes da imigração e das relações familiares; e a partir dos contos – ou ensaios ficcionais – de Nuno Ramos, debatemos o valor (in)útil da arte e da escrita, bem como a relação humana com a alteridade animal. Todas as leituras aqui empreendidas procuraram sublinhar as especificidades do contexto contemporâneo sem, contudo, perder de vista as relações estabelecidas com diferentes contextos históricos, buscando contribuir para a ampliação de nossa compreensão acerca dos modos de ler/fazer literatura hoje em dia, e sobre como a literatura sempre acaba por se apresentar como instigante e renovada forma de ler o mundo.

Abstract

This work proposes a reading of Eles eram muitos cavalos, by Luiz Ruffato, and Ó, by Nuno Ramos, through the bias of dispersion, thinking about the relations between forms and themes in the context of society called postmodern. To this aim, two conceptual operators were chosen to think about the very particular compositional processes of the two contemporary writers: the mosaic technique for Ruffato's book and the hyperlink logic for Nuno Ramos' diction. From this, we discuss the difficult framing of the two works within the scope of the textual genres and take the opportunity that these writings - open, dispersive, transgressive - offer us to choose different methodological approaches in order to analyze different thematic clipping. For this, we design relatively independent and diverse critical essays, which communicate through dialogue with the constitutive dispersion of contemporary culture and, in different ways, with both literary works under analysis. In Luiz Ruffato's mosaic-novel, we selected, for these essays, fragments of the work that expose problems arising from immigration and family relations; and from Nuno Ramos' tales - or fictional essays - we discuss the use(ful/less) value of art and writing, as well as the human relationship to animal otherness. All the readings undertaken here sought to underline the specificities of the contemporary context without, however, losing sight of the relations established with different historical contexts, aiming to contribute to broadening our understanding of the ways of reading/making Literature today, and how Literature always presents itself as an exciting and renewed way of reading the world.

Assunto

Ruffato, Luiz, 1961- – Eles eram muitos cavalos – Crítica e interpretação, Ramos, Nuno, 1960- – Ó – Crítica e interpretação, Família na literatura, Imigrantes na literatura, Animais na literatura, Ficção brasileira – História e crítica, Contos brasileiro – História e crítica

Palavras-chave

Mosaico, Hiperlink, Dispersão, Luiz Ruffato, Nuno Ramos, Imigrantes, Inutensílio, Família, Animalidade

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