Sintomas baudelairianos: satanismo poético em Carlos Fradique Mendes

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

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Eduardo Horta Nassif Veras
Sabrina Sedlmayer

Resumo

Levando em consideração a tradição da poesia portuguesa do século XIX, especialmente no que concerne à necessidade que um determinado grupo de poetas da década de 1870 sentia de romper com o passado romântico, esta dissertação buscou analisar como Charles Baudelaire (1821-1867) foi lido por Antero de Quental (1842-1891), Eça de Queiroz (1845-1900) e Jaime Batalha Reis (1847-1935), poetas do chamado Cenáculo, e como, a partir dessa leitura, constróise Fradique Mendes. Nesse sentido, buscamos averiguar o processo de construção desse personagem e como Baudelaire, e a poesia satanista, foram determinantes para concepção de uma poesia que negasse a tradição clássica e se opusesse às produções românticas da época. Investigamos, a partir disso, a modernidade poética em Portugal e na França, preocupados em perceber o que o poeta francês pretendia e de que forma isso refletirá em Fradique Mendes. Com isso, analisamos como a figura diabólica será construída na literatura romântica, revidenciando o satã baudelairiano e sua influência na literatura portuguesa.

Abstract

Assunto

Mendes, Carlos Fradique. – Crítica e interpretação, Baudelaire, Charles, 1821-1867. – Crítica e interpretação, Baudelaire, Charles, 1821-1867. – Influência – Mendes, Carlos Fradique, Poesia portuguesa – História e crítica, Literatura comparada – Portuguesa e francesa, Literatura comparada – Francesa e portuguesa, Satanismo na literatura, Modernismo (Literatura) – Portugal

Palavras-chave

Satanismo na literatura, Charles Baudelaire, Carlos Fradique Mendes, Modernidade poética

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