Uso da simulação clínica no conhecimento de cuidadores de crianças sobre ações de prevenção de infecções: estudo piloto

dc.creatorRafael Pereira Fernandes
dc.date.accessioned2025-02-17T14:46:25Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:58:57Z
dc.date.available2025-02-17T14:46:25Z
dc.date.issued2024-07-09
dc.description.abstractHealthcare-Associated Infections (HAIs) are considered preventable adverse events (AEs) that compromise patient safety and the quality of healthcare services. In the pediatric context, HAIs lead to consequences beyond clinical complications, affecting the well-being of the hospitalized child and their family unit, prolonging hospital stays, and increasing indirect costs. The presence of caregivers in the pediatric environment acts as a barrier that promotes patient well-being and safety, also contributing to the prevention of AEs, especially HAIs. Thus, enhancing their knowledge about these infections becomes relevant, and clinical simulation emerges as an educational strategy that can expand the development of skills and competencies in this group, minimizing exposure to risks during teaching and promoting learning in a safe environment. This study aimed to evaluate the effect of an intervention with clinical simulation on the knowledge of caregivers of hospitalized children regarding the prevention and control of healthcare-associated infections. It is a quasi-experimental, beforeand-after study conducted in a large public hospital in Belo Horizonte. The population consisted of 47 caregivers of children hospitalized in the pediatric inpatient unit during February and March 2024. The study was developed in four phases: 1) development of the simulated scenario and the knowledge assessment instrument, both evaluated by experts; 2) assessment of participants' knowledge before the intervention; 3) intervention with clinical simulation; and 4) assessment of knowledge after the intervention. Data were subjected to statistical analysis using SPSS version 21.0. In all analyses, a significance level of 0.05 and a confidence interval of 95% were adopted. Regarding sociodemographic and economic data, it was observed that in 76,9% (n=36) of cases, parents were the primary caregivers. The majority of participants were female 73,1% (n=34), and 55,8% (n=29) were over 30 years old. The predominant age group was over 30 years 53,8% (n=25), and 48,1% (n=23) had completed high school. Additionally, 71,8% (n=28) of the caregivers were employed, although 52,9% (n=25) of families lived on less than one minimum wage. Regarding sociodemographic and economic variables, no significant association was demonstrated between their categories (p>0.05), indicating that the intervention can be effectively applied to the studied population, except for the family income category (p=0.03). Regarding the knowledge acquired after the intervention, a significant improvement was observed in caregivers' knowledge (p<0.001) concerning hand hygiene, contact precautions, and microorganism transmission. The number of caregivers who showed better results increased from 13.5% to 86.5%. In the individual analysis of the knowledge test questions, all questions showed significant improvement (p<0.05), except for the question about toy sharing, which did not show a statistically significant difference (p=0.56). The total frequency of correct answers in the evaluated questions increased from 46% to 75.8% (p<0.001). Given the findings, it is evident that the educational intervention through clinical simulation in the Pediatric Unit had a significant impact on increasing the knowledge of caregivers of hospitalized children, especially in some items, but not in its entirety. This suggests that, despite being a strategy still under evaluation, the intervention through clinical simulation for caregivers of hospitalized children was effective. Thus, the importance of developing educational interventions aimed at educating patients, families, and caregivers during hospitalization is highlighted, seeking to contribute to the reduction, prevention, and control of HAIs.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80122
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectSegurança do Paciente
dc.subjectFamília
dc.subjectDoença Relacionada a Viagens
dc.subjectPrevenção de Doenças
dc.subjectTreinamento por Simulação
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectPediatria
dc.subject.otherSegurança do paciente
dc.subject.otherFamília
dc.subject.otherInfecções associadas à saúde
dc.subject.otherPrevenção de infecção
dc.subject.otherTreinamento por simulação
dc.subject.otherEnfermagem
dc.subject.otherPediatria
dc.titleUso da simulação clínica no conhecimento de cuidadores de crianças sobre ações de prevenção de infecções: estudo piloto
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Bruna Figueiredo Manzo
local.contributor.advisor1Allana dos Reis Corrêa
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4930574231415228
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8508330507701227
local.description.resumoAs Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são consideradas eventos adversos (EA) preveníveis que comprometem a segurança dos pacientes e a qualidade dos serviços de saúde. No contexto pediátrico, as IRAS geram consequências para além das complicações clínicas, afetando o bem-estar da criança hospitalizada e de seu núcleo familiar, prolongando a estadia hospitalar e elevando os custos indiretos. A presença de cuidadores no ambiente pediátrico atua como uma barreira que promove o bem-estar e a segurança dos pacientes, contribuindo também para a prevenção de EA, especialmente as IRAS. Assim, torna-se relevante o aprimoramento dos seus conhecimentos acerca dessas infecções e a simulação clínica surge como uma estratégia de educação que pode ampliar o desenvolvimento de habilidades e de competências desse público, minimizando a exposição a riscos durante o ensino e promovendo a aprendizagem em um ambiente seguro. Este estudo teve por objetivo avaliar o efeito de uma intervenção com simulação clínica no conhecimento de cuidadores de crianças hospitalizadas sobre prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Trata-se de um estudo quase experimental, do tipo antes e depois, em hospital público de grande porte de Belo Horizonte. A população foi composta por 47 cuidadores de crianças hospitalizadas na unidade de internação pediátrica durante o mês de fevereiro e março de 2024. O estudo foi desenvolvido em quatro fases, sendo: 1) elaboração do cenário simulado e do instrumento de avaliação de conhecimento, ambos avaliados por especialistas; 2) avaliação do conhecimento dos participantes antes da intervenção; 3) intervenção com simulação clínica; e 4) avaliação do conhecimento após a intervenção. Os dados foram submetidos a análise estatística no programa SPSS versão 21.0. Em todas as análises, adotou-se um nível de significância de 0,05 e um intervalo de confiança de 95%. Quanto aos dados sociodemográficos e econômicos, observou-se que em 76,9% (n=36) dos casos, os pais eram os principais cuidadores. A maioria dos participantes era do sexo feminino 73,1% (n=34) e 55,8% (n=29) tinham mais de 30 anos. A faixa etária predominante foi acima de 30 anos 53,8% (n=25), e 48,1% (n=23) possuíam ensino médio completo. Além disso, 71,8% (n=28) dos responsáveis exerciam atividades, embora 52,9% (n=25) das famílias vivessem com menos de um salário mínimo. Em relação às variáveis sociodemográficas e econômicas, não foi demonstrada associação significativa entre suas categorias (p>0,05), indicando que a intervenção pode ser aplicada de forma eficaz à população estudada, exceto para a categoria de renda familiar (p=0,03). Em relação ao conhecimento adquirido após a intervenção, observou-se uma melhora significativa no conhecimento dos cuidadores (p<0,001) no que se refere à higiene das mãos, precaução de contato e transmissão de microorganismos. O número de cuidadores que apresentaram melhores resultados aumentou de 13,5% para 86,5% . Na análise individual das questões do teste de conhecimento, todas as questões mostraram uma melhora significativa (p<0,05), com exceção da questão sobre o compartilhamento de brinquedos, que não apresentou uma diferença estatisticamente significativa (p=0,56). A frequência total de acertos nas questões avaliadas aumentou de 46% para 75,8% (p<0,001). Diante dos achados, verifica-se que a intervenção educativa por simulação clínica na Unidade Pediátrica teve um impacto significativo no aumento do conhecimento dos cuidadores de crianças hospitalizadas, especialmente em alguns itens, mas não em sua totalidade. Isso sugere que, apesar de ser uma estratégia ainda em avaliação, a intervenção por meio de simulação clínica para acompanhantes de crianças hospitalizadas foi efetiva. Dessa maneira, destaca-se a importância do desenvolvimento de intervenções educativas direcionadas para a educação de pacientes, familiares e cuidadores durante a internação hospitalar, buscando contribuir para a redução, prevenção e controle IRAS.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENFERMAGEM - ESCOLA DE ENFERMAGEM
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem

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