Asma e rinite alérgica: prevalência da comorbidade, valores de referência do pico do fluxo inspiratório nasal e tratamento unificado via inalação nasal exclusiva

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Denise Utsch Goncalves
Ricardo de Amorim Correa
Cassio da Cunha Ibiapina
Álvaro Augusto Souza da Cruz Filho
Sérgio Luís Amantéa

Resumo

A comorbidade rinite alérgica e asma tem elevada prevalência e representa um problema de saúde pública mundial. As evidências que apontam para a possibilidade de que se trata de uma única doença que acomete as vias aéreas surgiram há alguns anos, têm se consolidado e culminaram com a iniciativa ARIA. Já há algum tempo é consensual a importância da busca por tratamentos que contemplem de forma integrada a comorbidade. A presente tese avaliou a prevalência da comorbidade em adolescentes residentes em Belo Horizonte. Além disso, buscou identificar valores de referência do pico do fluxo expiratório nasal para crianças e adolescentes e finalmente analisou a inalação nasal de corticoide inalatorio para o tratamento simultâneo da asma e da rinite alérgica. No estudo que avaliou a comorbidade rinite alérgica e asma foram identificados 3.262 estudantes para os quais foi entregue o questionário do estudo ISAAC-International Study of Asthma and Allergies in Childhood. Desse total, 3.083 completaram o questionário (taxa de resposta, 94,7%), sendo 47,3% do sexo masculino. A prevalência dos sintomas relacionados à comorbidade asma e rinite alérgica foi de 8,4% (IC 95% 8,0-10,2%). Entre os adolescentes com sintomas relacionados à asma, a prevalência de sintomas associados à rinite alérgica foi de 46,5% (IC95% 42,60-52,08%). Verificou-se que há elevada prevalência de adolescentes com a comorbidade asma e rinite alérgica em Belo Horizonte. A comorbidade é um importante problema de saúde que requer uma política especificamente a ela dirigida para a obtenção do controle da asma e da rinite alérgica. Em relação ao estudo sobre valores de referência do pico do fluxo inspiratório nasal participaram 526 escolares e adolescentes (49,6% do sexo masculino). Observou-se correlação positiva entre as medidas do PFIN e a estatura e o sexo, sendo maiores no masculino. O modelo de regressão linear final para PFIN possibilitou a elaboração da fórmula para estimativa em pacientes de oito a 15 anos: PFIN = idade (meses) x 0,7 +(a x 11,2), sendo a= 1, se sexo masculino; e a= 0, se sexo feminino. A identificação dos valores de referência para o pico do fluxo inspiratório nasal poderá auxiliar na execução de mais estudos com pacientes com rinite alérgica bem como facilitar a avaliação na prática clínica diária. Nos dois estudos que avaliaram a inalação nasal do corticoide inalado para o tratamento da asma e da rinite alérgica os pacientes foram avaliados a cada duas semanas. Os grupos experimentais receberam o medicamento através da inalação nasal via máscara facial acoplada ao espaçador valvulado e os grupos comparação receberam o tratamento convencional. Escores clínicos para a rinite alérgica e a asma foram realizados bem como provas de função pulmonar e a medida da fração exalada do óxido nítrico, como marcador inflamatório não invasivo. Durante o tratamento e ao término não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos. Observou-se melhora significativa dos escores clínicos da asma e da rinite alérgica e da FeNO nos dois grupos ao término do tratamento. A incorporação da fração exalada do óxido nítrico na linha de pesquisa consolidou o achado de que o corticoide inalado pelas narinas atinge as vias aéreas inferiores, proporcionando controle clínico, funcional e inflamatório da asma. O presente trabalho pretendeu contribuir para a sedimentação da linha de pesquisa sobre a efetividade do tratamento unificado da asma e da rinite alérgica, Os resultados encontrados confirmaram os estudos anteriores, que propuseram que o tratamento é efetivo, seguro, permite a melhora da asma e o controle da rinite alérgica. Concluindo, a facilidade de acesso e o custo inferior são as grandes vantagens da inalação nasal exclusiva em relação ao tratamento convencional e vem ao encontro das demandas públicas de assistência a vários pacientes. Espera-se que com a continuação e consolidação da linha de pesquisa um número crescente de pacientes possa se beneficiar dessa estratégia.

Abstract

Assunto

Rinite/terapia, Administração intranasal, Inalação, Comorbidade, Prevalência, Asma/terapia, Pediatria

Palavras-chave

rinite alérgica, valores de referência, inalação nasal, pico do fluxo inspiratório nasal, Asma, tratamento, comorbidade

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