Comparação entre as colpocitologias oncóticas de mulheres infectadas e não-infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Comparison between oncotic colpocytologies of women infected and uninfected with the human immunodeficiency virus
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Resumo
Objetivos: verificar as prevalências dos resultados alterados das colpocitologias de
mulheres infectadas e não-infectadas pelo HIV e comparar os resultados de acordo
com o estado sorológico para o HIV. Métodos: foram estudadas 232 mulheres de 13
a 60 anos de idade; dessas, 161 eram infectadas pelo HIV e 71 não-infectadas. As
pacientes foram atendidas em diferentes centros de saúde universitários. Foram
excluídas as mulheres que se recusaram a participar da pesquisa, aquelas
submetidas à histerectomia e grávidas. Os dados foram colhidos de outubro de 2006
a agosto de 2007. Foram realizados a anamnese e o exame ginecológico completo,
usando-se espátulas de Ayre e escovas endocervicais na colheita das amostras. A
técnica de coloração das lâminas foi a de Papanicolaou. Os laudos foram
padronizados conforme a sistematização de Bethesda 2001. Somente um
citopatologista fez a leitura final dos esfregaços. Para a análise estatística, foram
consideradas as variáveis citológicas, gineco-obstétricas, demográficas e
comportamentais. As citologias que apresentaram ASCUS, no mínimo, foram
consideradas alteradas. O programa utilizado foi do Software R. Resultados: a
prevalência de colpocitologias alteradas foi de 13 (9,3%), ocorrendo somente nas
mulheres infectadas pelo HIV. Essas mulheres apresentaram mais ASCUS
(p=0,053) e colpocitologias anormais (p=0,005). A chance de se ter a infecção do
HIV foi maior nas mulheres com menor escolaridade (<7 anos) (OR=2,9;p=0,001),
fumantes (OR=9,8;p<0,001), viúvas (OR=5,5;p=0,001), maior número de parceiros
sexuais (p=0,001), gestações (p=0,022) e abortos (p=0,018), em uso de método
contraceptivo de barreira (OR=5,6;p<0,001), com colposcopia alterada
(OR=33,6;p<0,001) ou controle de rotina como motivo da consulta (p<0,001).
ASCUS, HPV e LSIL (p<0,001) apresentaram diferença significante nas
colpocitologias alteradas, quando comparadas com aquelas normais. Na análise
multivariada final, apenas colposcopia alterada (OR=3,9;p=0,04) e tabagismo
(OR:3,9;p:0,04) apresentaram associação com a citologia alterada. Conclusão:
nesse estudo não se confirmou a associação da infecção do HIV com as
colpocitologias alteradas.
Palavras-chave: Infecções por HIV; Esfregaço Vaginal; Neoplasia Intra-Epitelial
Cervical; Papillomavírus Humano; Neoplasias de Células Escamosas.
Abstract
Objectives: The aims of this study were to determine the prevalence of abnormal
cervical smears in women uninfected and infected with the human immunodeficiency
virus (HIV), and to compare the results according to their HIV-status. Method: Two
hundred and thirty two women between the ages of 13 and 60 years were enrolled in
the study: 161 were HIV-infected and 71 uninfected. Those women were excluded
who refused to take part in the research, who had been submitted to histerectomy, or
were pregnant. Data was collected from October 2006 to August 2007 at two different
university health centres. The women were subject to anamnesis and a complete
gynecological examination. The samples were collected using cytobrush and Ayre
spatula. Only conventional Pap smears were performed. Final cytological diagnosis
was performed by the same cytopathologist in all cases. Cervical smears were
reviewed and classified according to the Bethesda System 2001. Those samples
having at least ASCUS were considered abnormal. Cytological, gynecological,
obstetric and socio-demographic variables were considered in the statistical analysis.
Calculations were performed with R Software. Results: The prevalence of abnormal
cytology was 13 (9,3%), ocurring in HIV-infected women only. HIV-infected women
had more ASCUS (p=0,053) and abnormal cytology (p=0,005). Those women with a
lower educational level (<7 years) (OR=2,9;p=0,001), smokers (OR=9,8;p<0,001),
widows (OR=5,5;p=0,001), with higher rates of lifetime sexual partners (p=0,001),
pregnancies (p=0,022) and abortions (p=0,018), as well as those using barrier
contraceptive methods (OR=5,6;p<0,001), with abnormal colposcopy
(OR=33,6;p<0,001), or receiving consultation for reasons of routine control (p<0,001)
were more likely to be HIV-infected. ASCUS, HPV and LSIL (p<0,001) demonstrated
significant differences in the abnormal cervical cytologies, when compared to the
normal ones. In the final multivariable analysis, only abnormal colposcopy
(OR=3,9;p=0,04) and smoking (OR=3,9;p=0,04) showed association with abnormal
cytology. Conclusion: In this study it was not possible to confirm the association
between HIV-infection and abnormal cytology.
KeyWords: HIV-Infection; Vaginal Smears; Cervical Intraepithelial Neoplasia; Human
Papillomavirus; Neoplasms, Squamous Cell.
Assunto
Infecções por HIV, Esfregaço Vaginal, Neoplasias do Colo do Útero, Papillomaviridae, Neoplasias de Células Escamosas
Palavras-chave
Infecções por HIV, Esfregaço vaginal, Neoplasia intra-epitelial cervical, Papillomavírus humano, Neoplasias de células escamosas
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