Experiências sociais sobre as políticas de inserção vividas por estudantes no departamento de educação campus Guanambi da Universidade do Estado da Bahia: acesso, permanência e das ações afirmativas
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Geraldo Magela Pereira Leão
Nadia Hage Fialho
Rodrigo Ednilson de Jesus
Josias Benevides da Silva
Nadia Hage Fialho
Rodrigo Ednilson de Jesus
Josias Benevides da Silva
Resumo
Esta investigação objetivou compreender como os estudantes estão lendo e interpretando as
políticas públicas de inclusão social de ações afirmativas, permanência e integração que
implicam na construção de sua individuação no âmbito de uma universidade pública. A
pesquisa está apoiada nos pressupostos de Dubet (1994) e Martuccelli (2007), no que se refere
às relações sujeito e sociedade, que apresentam o indivíduo como questionador de seus papéis
sociais e construtor de estratégias nas ações de interação que o seu tempo e espaço podem
suscitar. Os achados da pesquisa foram analisados a partir de alguns conceitos: experiência
social e suas lógicas, de Dubet; provas, suportes e papéis a partir de Martuccelli; e o conceito
de ações afirmativas enquanto política pública, ao sistematizar as informações do questionário
exploratório (231 estudantes) e entrevistas narrativas episódicas de 23 estudantes de distintas
faixas etárias, gênero, raça e classe dos quatro cursos de graduação do Departamento de
Educação – DEDC, Campus XII da Universidade do Estado da Bahia - UNEB. A avaliação dos
estudantes sobre as políticas promovidas pela UNEB e as diferenças identificadas em suas
experiências evidenciam a necessidade de fortalecimento das identidades e dos pertencimentos
étnico-raciais. Demonstram, ainda, que o racismo estrutural apresenta-se enraizado nas relações
cotidianas, assim como os estigmas, o machismo, o sexismo e o preconceito religioso. Cabe
ainda pautar, nesse sentido, que, para as ações afirmativas, é preciso contextualizar o conceito
de raça para além das cotas, assim como, na assistência estudantil, as ações precisam ser
pensadas sem os critérios de meritocracia. Ingressar na universidade por cotas raciais ou sociais
não diminui os enfrentamentos das provações (MARTUCELLI, 2006) sejam meritocráticas ou
estruturais, porque vai exigir do indivíduo um maior desdobramento, já que não há o suporte
do Estado para isso. Embora estudar seja um direito para quem tem filhos, trabalho, família ou
resolveu estudar depois dos 30 anos, existem desafios na tentativa de conciliar tantas situações
adversas. As interpretações dos estudantes sobre as políticas de inclusão social remeteram às
interações que travam cotidianamente no interior das estruturas da universidade e demais
mecanismos sociais, considerando os suportes que facilitam ou dificultam sua permanência,
acesso e/ou integração.
Abstract
This investigation aimed to understand how students are reading and interpreting public policies
of social inclusion of affirmative actions, permanence and integration that imply in the
construction of their individuation within of a public university. This research is supported by
the assumptions of Dubet (1994) and Martuccelli (2007), regarding the relations between
subject and society, which present the individual as a questioner of their social roles and builder
of strategies in the interaction actions that their time and space may give rise to. The research
findings were analyzed from some concepts: social experience and its logic, from Dubet;
evidence, supports and papers, from Martuccelli; and the concept of affirmative action as a
public policy, systematizing the information from the exploratory questionnaire (231 students)
and episodic narrative interviews of 23 students of different age groups, gender, race and class
of the four undergraduate courses from the Department of Education - DEDC Campus XII of
the State University of Bahia - UNEB. The students' evaluation of the policies promoted by
UNEB and the differences identified in their experiences show the need for strengthening
ethnic-racial identities and belongings. They also demonstrate that structural racism is rooted
in everyday relationships, as well as stigmas, sexism and religious prejudice. It is also worth
mentioning, in this sense, that, for affirmative actions, it is necessary to contextualize the
concept of race beyond the quotas, just as, in student assistance, actions need to be thought of
without meritocracy criteria. To enter university through racial or social quotas does not
diminish the facing of hardships (MARTUCELLI, 2006) whether meritocratic or structural,
because it will demand from the individual a greater effort, since there is no support from the
State for this. Although studying is a right for those who have children, work, family or have
already decided to study after 30 years old, there are challenges in trying to reconcile so many
adverse situations. The students’ interpretations about social inclusion policies refer to their
daily interactions within the university structures and other social mechanisms, considering the
supports that facilitate or hinder their permanence, access and/or integration.
Assunto
Universidade do Estado da Bahia - Estudantes - Programas de ação afirmativa, Universidade do Estado da Bahia - Estudantes - Aspectos sociais, Educação, Ensino superior - Bahia, Ensino superior - Políticas públicas, Estudantes universitários - Condições sociais, Estudantes universitários - Programas de ação afirmativa, Estudantes universitários - Inclusão social, Universidades e faculdades públicas - Relações étnicas - Bahia, Universidades e faculdades públicas - Políticas públicas - Bahia, Universidades e faculdades públicas - Programas de ação afirmativa - Bahia, Educação inclusiva - Políticas públicas, Inclusão em educação, Bahia - Educação, Bahia - Ensino superior
Palavras-chave
Experiências sociais, Individuação, Ações afirmativas., Ensino superior, Estudantes
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