Na casa de meu pai há muitas moradas : a presença evangélica no movimento sem teto de Belo Horizonte
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Ana Marcela Ardila Pinto
Paulo Gracino de Sousa Júnior
Paulo Gracino de Sousa Júnior
Resumo
Historicamente a presença da Igreja Católica, especialmente da Teologia da Libertação, foi um elemento marcante na composição das lutas dos movimentos sociais no contexto brasileiro. Sob o signo da crescente presença evangélica nos movimentos sociais, o objetivo da pesquisa é investigar como a mudança de filiação religiosa e a atuação de grupos evangélicos progressistas impactam os movimentos sociais urbanos, nesse caso, os movimentos vinculados com as ocupações sem teto. O primeiro eixo desse trabalho é o de compreender como a relação entre um segmento religioso e um movimento social é capaz de reconfigurar os discursos, signos e símbolos desses atores religiosos que participam de ações coletivas do movimento sem teto em Belo Horizonte. A partir dos conceitos sobre interação simbólica de Herbert Blumer em movimentos sociais e de Pierre Bourdieu sobre o poder simbólico no campo religioso, a pesquisa buscou compreender a atuação da Rede Fale, um movimento de evangélicos progressistas em torno da Ocupação Rosa Leão. Para interpretar como os evangélicos sem teto envolvidos com o movimento social atuam na luta pelo direito à moradia nessa comunidade, buscou-se o aporte da Análise de Discurso de Ernesto Laclau e do amplo debate que este autor faz sobre hegemonia. A inter-relação entre igrejas evangélicas da periferia e um movimento social que luta pelo direito à moradia forma sujeitos híbridos, implicando em considerar a multiplicidade de atores e atrizes que constituem suas ações coletivas. O objetivo desse trabalho passa em também compreender como se constitui a identidade desse sujeito que é ao mesmo tempo evangélico e militante de um movimento de moradia. Em primeiro lugar, embora os evangélicos progressistas politizam a religião como as organizações católicas inspiradas pela Teologia da Libertação, contudo, a produção simbólica ainda é limitada e pouco efetiva para o contexto da periferia e do movimento sem teto. Outro resultado é geralmente os evangélicos sem teto são de igrejas pentecostais autônomas que adaptam a Teologia da Prosperidade e da Batalha Espiritual, usando-as em benefício do seu envolvimento nas causas do movimento social.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Religião, Movimentos sociais, Evangélicos