Narrativas contemporâneas da violência: Fernando Bonassi, Paulo Lins Ferréz
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Regina Dalcastagné
Marcos Antonio Alexandre
Anelito Pereira de Oliveira
Dalmir Francisco
Marcos Antonio Alexandre
Anelito Pereira de Oliveira
Dalmir Francisco
Resumo
Este trabalho analisa as narrativas contemporâneas da violência, as quais são representadas por Passaporte (2001), escrita por Fernando Bonassi; Cidade de Deus (1997), cujo autor é Paulo Lins e, a mais recente publicação dentre eles, Manual prático do ódio (2003) escrito por Ferréz. Embora ambos os autores pertençam ao corpus da literatura brasileira, Bonassi pode ser estudado como herdeiro da linha estética de Rubem Fonseca, autor de Feliz ano novo (1975), a qual foi por mim denominada mercadoria da crueldade. A contrapartida é representada pela literatura ruidosa produzida por Paulo Lins e Ferréz. Suas tradições derivam de autores como Lima Barreto e outros tais como Carolina Maria de Jesus e seu romance Quarto de despejo (1960), João Antônio e seu Malagueta, Perus e Bacanaço (1963). Tanto a mercadoria da crueldade quanto a literatura ruidosa se utilizam da violência como tema e recurso estético. Enquanto a primeira reforça estereótipos em relação à representação do subalterno, a segunda tem, por sua vez, vozes narrativas que apresentam aspectos humanos ocultos ou negados às personagens subalternas.
Abstract
Assunto
Literatura brasileira SécXX História e crítica, Violencia na literatura, Ferréz, 1975- Crítica e interpretação, Violência urbana, Segregação Brasil, Lins, Paulo, 1958- Critica e interpretação, Bonassi, Fernando, 1962- Crítica e interpretação, Literatura e sociedade, Literatura
Palavras-chave
Representação do Subalterno, Literatura Brasileira Contemporânea, Violência