Efeitos de ácidos graxos na ativação de macrófagos murinos
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Fabiana Simão Machado
Jacqueline Isaura Alvarez Leite
Jacqueline Isaura Alvarez Leite
Resumo
Os macrófagos têm papel essencial na homeostase do organismo. Estão
presentes em todos os tecidos e possuem inúmeros fenótipos que são adaptados ao
ambiente tecidual. Vários parâmetros e moléculas são utilizados para mensurar a
ativação de macrófagos, como morfologia, atividade de arginase e produção de
citocinas além da expressão de moléculas de superfície. Nesse contexto, os lipídios
poli-insaturados têm se mostrado fundamentais na atividade dessas células, uma
vez que são utilizados pelos macrófagos como parte da estrutura de membrana e
influenciam a ativação dos macrófagos mediante estimulação ou infecção. Desta
forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações induzidas pela
suplementação in vitro com ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) em macrófagos
murinos. Para isso, foram utilizados macrófagos recrutados com tioglicolato a 3% da
cavidade peritonial de camundongos C57BL/6. Após a retirada do lavado peritoneal
com PBS, as células foram contadas e plaqueadas em meio completo. Após o
tempo de adesão, as células não aderidas foram lavadas e em seguida receberam
os PUFAs na concentração de 100μM (EPA e DHA, da família ômega 3, AA, da
família ômega 6 e CLA purificados) em meio completo. Após 48 horas de cultivo com
os lipídios, ou posterior estimulação com IFN-γ + LPS ou com IL-4 ou infecção com
Trypanosoma cruzi, as análises foram realizadas. Foi observado que o EPA induziu
aumento na aderência das células à placa, aumento na capacidade fagocítica,
aumento na frequência de MHCIIhi, CD124 e CD206. Nossos resultados
demonstraram também que EPA, DHA e AA reduziram a produção de NO em
células estimuladas com IFN-γ + LPS e aumentaram a expressão de TLR2. Além
disso, AA aumentou a atividade de arginase, enquanto que CLA aumentou mRNA
para iNOS. No contexto de infecção, a suplementação com EPA, DHA e AA foi
capaz de reduzir o número de parasitas por célula, porém apenas o EPA reduziu o
percentual de células infectadas. Podemos concluir que os lipídios foram capazes de
modular a ativação dos macrófagos peritoneais, com destaque para o EPA que
aumentou a expressão e frequência de células positivas para moléculas de ativação,
aumentou o percentual de células capazes de eliminar o T. cruzi, e impediu a
produção de NO e IL-6 em células estimuladas.
Abstract
Macrophages play an essential role in the body's homeostasis. They are
present in all tissues and have numerous phenotypes that are adapted to the tissue
environment. Several parameters and molecules are used to measure the activation
of macrophages, such as morphology, activation of arginase, cytokines production
and surface molecules expression. In this context, polyunsaturated fatty acids have
been shown to be fundamental since they are used by macrophages as part of the
membrane structure and have immune activity, influencing the physiology and
activation of macrophages during stimulation or infection. Thus, the aim of this work
was to evaluate the changes induced by in vitro supplementation with
polyunsaturated fatty acids (PUFAs) in murine macrophages. To do this, peritoneal
macrophages from C57BL/6 mice recruited with thioglycolate at 3% was used. After
removal of the peritoneal lavage with PBS, the cells were counted and plated in
complete medium. After the time for adhesion, cells not adhered were washed and
then received PUFAs in concentrations of 100μM (EPA and DHA, the omega-3
family, AA, omega-6 family and purified CLA). After 48 hours of lipid culture, or
subsequent stimulation with IFN-γ + LPS or IL-4 or infection with Trypanosoma cruzi,
analyzes were performed. We observed that EPA increased adherence, phagocytic
capacity, frequency of MHCIIhi, CD124+ and CD206+ positive cells. Our results also
showed that EPA, DHA and AA reduced NO production in cells stimulated with IFN-γ
+ LPS and also increased expression of TLR2. In addition, AA increased arginase
activity, whereas CLA increased mRNA for iNOS. In the context of infection, EPA,
DHA and AA were able to reduce the number of parasites per cell, but only EPA
reduced the percentage of infected cells. In conclusion the lipids were able to
modulate macrophage activation, and EPA was the lipid which had more impact in
the activation of peritoneal macrophages by increasing the expression and frequency
of cells positives to activation molecules, impaired the production of NO and IL-6 in
macrophages that were stimulated and enhanced the number of cells capable of
eliminate the T. cruzi amastigots.
Assunto
Microbiologia, Macrófagos, Ácidos Graxos Insaturados
Palavras-chave
Macrófagos, Lipídios poli-insaturados, Ácidos graxos