Efeitos de ácidos graxos na ativação de macrófagos murinos

dc.creatorNúbia Morais Rodrigues
dc.date.accessioned2022-06-15T19:04:01Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:16:24Z
dc.date.available2022-06-15T19:04:01Z
dc.date.issued2017-03-07
dc.description.abstractMacrophages play an essential role in the body's homeostasis. They are present in all tissues and have numerous phenotypes that are adapted to the tissue environment. Several parameters and molecules are used to measure the activation of macrophages, such as morphology, activation of arginase, cytokines production and surface molecules expression. In this context, polyunsaturated fatty acids have been shown to be fundamental since they are used by macrophages as part of the membrane structure and have immune activity, influencing the physiology and activation of macrophages during stimulation or infection. Thus, the aim of this work was to evaluate the changes induced by in vitro supplementation with polyunsaturated fatty acids (PUFAs) in murine macrophages. To do this, peritoneal macrophages from C57BL/6 mice recruited with thioglycolate at 3% was used. After removal of the peritoneal lavage with PBS, the cells were counted and plated in complete medium. After the time for adhesion, cells not adhered were washed and then received PUFAs in concentrations of 100μM (EPA and DHA, the omega-3 family, AA, omega-6 family and purified CLA). After 48 hours of lipid culture, or subsequent stimulation with IFN-γ + LPS or IL-4 or infection with Trypanosoma cruzi, analyzes were performed. We observed that EPA increased adherence, phagocytic capacity, frequency of MHCIIhi, CD124+ and CD206+ positive cells. Our results also showed that EPA, DHA and AA reduced NO production in cells stimulated with IFN-γ + LPS and also increased expression of TLR2. In addition, AA increased arginase activity, whereas CLA increased mRNA for iNOS. In the context of infection, EPA, DHA and AA were able to reduce the number of parasites per cell, but only EPA reduced the percentage of infected cells. In conclusion the lipids were able to modulate macrophage activation, and EPA was the lipid which had more impact in the activation of peritoneal macrophages by increasing the expression and frequency of cells positives to activation molecules, impaired the production of NO and IL-6 in macrophages that were stimulated and enhanced the number of cells capable of eliminate the T. cruzi amastigots.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/42549
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMicrobiologia
dc.subjectMacrófagos
dc.subjectÁcidos Graxos Insaturados
dc.subject.otherMacrófagos
dc.subject.otherLipídios poli-insaturados
dc.subject.otherÁcidos graxos
dc.titleEfeitos de ácidos graxos na ativação de macrófagos murinos
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Tatiani Uceli Maioli
local.contributor.advisor1Ana Maria Caetano de Faria
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2268635568464108
local.contributor.referee1Fabiana Simão Machado
local.contributor.referee1Jacqueline Isaura Alvarez Leite
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5713794918628297
local.description.resumoOs macrófagos têm papel essencial na homeostase do organismo. Estão presentes em todos os tecidos e possuem inúmeros fenótipos que são adaptados ao ambiente tecidual. Vários parâmetros e moléculas são utilizados para mensurar a ativação de macrófagos, como morfologia, atividade de arginase e produção de citocinas além da expressão de moléculas de superfície. Nesse contexto, os lipídios poli-insaturados têm se mostrado fundamentais na atividade dessas células, uma vez que são utilizados pelos macrófagos como parte da estrutura de membrana e influenciam a ativação dos macrófagos mediante estimulação ou infecção. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações induzidas pela suplementação in vitro com ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) em macrófagos murinos. Para isso, foram utilizados macrófagos recrutados com tioglicolato a 3% da cavidade peritonial de camundongos C57BL/6. Após a retirada do lavado peritoneal com PBS, as células foram contadas e plaqueadas em meio completo. Após o tempo de adesão, as células não aderidas foram lavadas e em seguida receberam os PUFAs na concentração de 100μM (EPA e DHA, da família ômega 3, AA, da família ômega 6 e CLA purificados) em meio completo. Após 48 horas de cultivo com os lipídios, ou posterior estimulação com IFN-γ + LPS ou com IL-4 ou infecção com Trypanosoma cruzi, as análises foram realizadas. Foi observado que o EPA induziu aumento na aderência das células à placa, aumento na capacidade fagocítica, aumento na frequência de MHCIIhi, CD124 e CD206. Nossos resultados demonstraram também que EPA, DHA e AA reduziram a produção de NO em células estimuladas com IFN-γ + LPS e aumentaram a expressão de TLR2. Além disso, AA aumentou a atividade de arginase, enquanto que CLA aumentou mRNA para iNOS. No contexto de infecção, a suplementação com EPA, DHA e AA foi capaz de reduzir o número de parasitas por célula, porém apenas o EPA reduziu o percentual de células infectadas. Podemos concluir que os lipídios foram capazes de modular a ativação dos macrófagos peritoneais, com destaque para o EPA que aumentou a expressão e frequência de células positivas para moléculas de ativação, aumentou o percentual de células capazes de eliminar o T. cruzi, e impediu a produção de NO e IL-6 em células estimuladas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E IMUNOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Bioquímica e Imunologia

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