Descentralização das ações de controle da hanseníase nos clusters de risco do Brasil

dc.creatorRayssa Nogueira Rodrigues Machado
dc.date.accessioned2020-10-07T14:55:27Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:46:45Z
dc.date.available2020-10-07T14:55:27Z
dc.date.issued2019-11-21
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/34252
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectHanseníase
dc.subjectAnálise por Conglomerados
dc.subjectMonitoramento Epidemiológico
dc.subjectAtenção Primária à Saúde
dc.subject.otherHanseníase
dc.subject.otherAnálise por Conglomerados
dc.subject.otherMonitoramento Epidemiológico
dc.subject.otherAtenção Primária à Saúde
dc.titleDescentralização das ações de controle da hanseníase nos clusters de risco do Brasil
dc.title.alternativeDecentralization of leprosy control actions in risk clusters in Brazil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Francisco Carlos Félix Lana
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2240473693664819
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2601906636247833
local.description.resumoO presente estudo teve como objetivo analisar a situação epidemiológica e operacional da hanseníase e sua associação com a descentralização das ações de controle em clusters de risco no Brasil. Trata-se de um estudo ecológico, segundo dados dos municípios brasileiros. A proporção de casos novos de hanseníase diagnosticados na Atenção Primária à Saúde (APS) e a proporção da cobertura populacional estimada pela Estratégia Saúde da Família (ESF) foram definidas como variáveis independentes. O total de cinco indicadores de hanseníase foram selecionados para compor o grupo das variáveis dependentes. Os dados foram retirados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde (DAB/SAS) e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). A estatística scan foi usada para identificar a existência de clusters espaçotemporais a partir da taxa de detecção de casos novos de hanseníase no período de estudo (2001 a 2015). Para verificar o comportamento dos indicadores de hanseníase no tempo e espaço, assim como para verificar a sua relação com as variáveis independentes, foi ajustado um modelo binomial negativo de efeito misto com efeito aleatório no intercepto e na inclinação. A estatística scan detectou quinze clusters, onde a taxa de detecção foi de 62,45 casos por 100 mil habitantes, enquanto no restante do país foi de 13,77. Grande parte da área de clusters está situada na Amazônia Legal e com início de formação a partir dos anos de 2001 a 2004. Dentre os municípios que formaram os cluster de risco, quatro apresentaram a taxa média de hanseníase igual a zero, são eles: Serra Grande-PB, Bela Vista do Piauí-PI, Caridade do Piauí-PI e Felipe Guerra-RN. A análise das variações geográficas e temporais dos clusters segundo os principais indicadores propostos pelo Programa Nacional de Controle da Hanseníase (PNCH) mostram comportamentos heterogêneos. Embora a tendência da taxa de detecção na população total tenha apresentado queda na maioria dos clusters, a tendência constante e ainda em patamares elevados entre os menores de quinze anos e de grau 2 de incapacidade física no momento do diagnóstico indica transmissão recente e de alta magnitude. Em relação aos indicadores operacionais, os dados encontrados apontam que os serviços de saúde não estão garantindo a cobertura do exame de contatos, nem seguem adequadamente o protocolo terapêutico. Quanto à descentralização das ações de controle de hanseníase, os resultados mostram que a cobertura da ESF foi estatisticamente significativa para a mudança do comportamento da taxa de detecção de casos novos de hanseníase na população de zero a catorze anos e da proporção de cura, sendo observado redução na primeira e aumento na segunda. Já a proporção de casos novos de hanseníase diagnosticados na APS contribuiu para o aumento significativo das taxas de detecção de casos novos de hanseníase na população total, na população de zero a catorze anos, de grau 2 de incapacidade física no momento do diagnóstico e na proporção de contatos examinados. Conclui-se que a manutenção de elevadas taxas de detecção por anos, bem como da presença de municípios silenciosos nessas áreas sugerem falhas dos serviços de saúde. Embora a disponibilidade da ESF tenha apresentado resultados positivos, ela ainda é considera insuficiente para o controle da doença. A condição identificada como essencial para atingir os parâmetros do Ministério da Saúde é o aumento da oferta de serviços de saúde.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-4772-4968
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENF - DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM MATERNO INFANTIL E SAÚDE PÚBLICA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem

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