Insegurança alimentar e nutricional sob a perspectiva da interseccionalidade no município de Belo Horizonte – MG

dc.creatorKarynna Maria da Silva Ferreira
dc.date.accessioned2025-07-14T13:13:13Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:37:00Z
dc.date.available2025-07-14T13:13:13Z
dc.date.issued2024-03-14
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/83537
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectInsegurança Alimentar
dc.subjectEnquadramento Interseccional
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectDesigualdades de Saúde
dc.subjectSegurança Alimentar
dc.subjectVulnerabilidade em Saúde
dc.subjectAcessibilidade aos Serviços de Saúde
dc.subjectDisparidades nos Níveis de Saúde
dc.subject.otherInsegurança alimentar
dc.subject.otherInterseccionalidade
dc.subject.otherIniquidades sociais
dc.subject.otherIniquidades em saúde
dc.titleInsegurança alimentar e nutricional sob a perspectiva da interseccionalidade no município de Belo Horizonte – MG
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Aline Dayrell Ferreira Sales
local.contributor.advisor1Elis Mina Seraya Borde
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2852284957748232
local.contributor.referee1Luana Giatti Gonçalves
local.contributor.referee1João Luiz Dornelles Bastos
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8978714218458246
local.description.embargo2026-03-14
local.description.resumoA associação entre Insegurança Alimentar (IA) e chefe da família, renda, escolaridade e raça autodeclarada já é conhecida. Entretanto, apesar da abordagem interseccional estar cada vez mais referenciada em pesquisas na área da saúde no Brasil, os estudos ainda apresentam limitações, especialmente no que diz respeito à operacionalização da abordagem e na interpretação dos resultados sob a perspectiva da interseccionalidade. Desta forma, muitas vezes, prevalece uma adição mecânica de distintos fatores sociais assim como uma oposição entre categorias, que levam ao esvaziamento teórico e uma desconsideração da relacionalidade entre domínios de poder, do contexto social e finalmente também da complexidade que análises interseccionais podem revelar para compreender os processos de determinação social das iniquidades em saúde e aqui, mais especificamente, da Insegurança Alimentar. Esta dissertação tem como objetivo analisar os padrões e a prevalência da Insegurança Alimentar sob uma perspectiva da interseccionalidade no município de Belo Horizonte. O estudo ainda traz elementos para avançar na operacionalização de uma abordagem da interseccionalidade a partir de proposições metodológicas. Dados do projeto BH-Viva, e mais especificamente dados do inquérito domiciliar realizado entre 2017 e 2018, nas vilas do Aglomerado da Serra, do Cabana Pai Thomás e seus entornos, foram utilizados. A Insegurança Alimentar foi definida através de uma adaptação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e os indicadores utilizados para refletir as dimensões e eixos de marginalização (e previlégio) foram obtidos a partir do cruzamento entre gênero, raça/cor e vulnerabilidade socioeconômica (por meio de um Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica sensível à Insegurança Alimentar (IVSIA) criado para este estudo através de 3 domínios - trabalho e renda, escolaridade e condições de domicílio). As associações entre a IA e as exposições foram estimadas através de modelos de regressão logística. Autodeclarados negros e pessoas em condições socioeconômicas desfavoráveis, segundo o IVSIA, apresentaram maior chance de IA, que brancos e aqueles em condições socioeconômicas mais favoráveis (OR = 2,38, IC95% = 1,56-3,64, OR = 2,85, IC95% = 1,86-4,38, respectivamente). Homens autodeclarados negros (OR = 2,16, IC95%=1,09-4,30) e mulheres autodeclaradas negras (OR = 3,11, IC95%= 1,61-6,01) tiveram maior chance de IA do que homens brancos. Assim como pessoas autodeclaradas negras em situação socioeconômica favorável (OR = 2,14, IC95%=1,34-3,40) estavam mais vulneráveis à IA do que pessoas brancas nas mesmas condições. Contudo, foram as mulheres negras em condições desfavoráveis que tiveram as maiores chances de apresentar IA (OR = 7,50, IC95% = 3,20-17,58). Os resultados revelam que a IA é marcada por iniquidades que envolvem interações interseccionais e trazem elementos para repensar pesquisas na área, assim como, as políticas públicas que visam garantir a Segurança Alimentar e Nutricional.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-9333-6261
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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