Hermenêutica filosófica e marxismo: sobre uma peculiar “ausência-presença”

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Philosophical hermeneutics and marxism: on a peculiar “absence-presence”

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Resumo

Neste artigo, busca-se trazer à tona pontos comuns na obra marxiana e na hermenêutica filosófica, tendo-se por central as categorias, já presentes em Hegel, da objetivação e do estranhamento. Tanto Marx quanto a tradição hermenêutica opõem-se ao legado hegeliano, no entanto, ao fazê-lo, a hermenêutica filosófica deixou de considerar com seriedade a tradição marxista, que, de um modo ou de outro, teve por central a relação entre espírito e natureza, bem como a questão da objetivação, temáticas que aparecem com destaque na hermenêutica filosófica. Desenvolve-se, assim, uma peculiar “ausência-presença” do pensamento marxiano, abordado por autores como Dilthey, Heidegger e Gadamer, na medida em que não foi visto de modo suficientemente cuidadoso. Ao passo que um importante marxista, György Lukács, tratou com cuidado de autores cujo posicionamento é oposto ao seu (Dilthey e Heidegger por exemplo), infelizmente, o mesmo não se deu (pelo menos de modo devido no que toca a Marx) com a hermenêutica filosófica, que poderia ganhar muito no debate/embate com o marxismo.

Abstract

In this article, we intend to bring certain common aspects of Marx´work and philosophical hermeneutics. This will be done having in mind the Hegelian notions of objectification and alienation. Marx and the hermeneutic tradition criticize Hegel; although when the hermeneutic tradition does it, it does not take seriously enough the Marxist tradition, which, actually, deals with important themes such as the relation between spirit and nature and the matter of objectification, key aspects to the hermeneutic tradition. This tradition develops itself in a peculiar absense-presence to the Marxian thought, studied took in account by authors such as Dilthey, Heidegger, Gadamer and others in a very problematic way. Lukács, an important Marxist of the twentieth century, dealt with non-Marxist authors (as Dilthey and Heidegger, for instance); but, unfortunately, the hermeneutic tradition didn´t take the same precautions with the Marxist thought and, this tradition could gain a lot with this debate, which could lead to interesting oppositions.

Assunto

Marx, Karl, 1818-1883, Hegel, Georg Wilhelm Friedrich, 1770-1831, Hermenêutica (Direito)

Palavras-chave

Hermenêutica, Hermenêutica filosófica, Marx, Hegel

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https://periodicos.unifor.br/rpen/article/view/3783

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