Fábrica da floresta: a edição de livros indígenas como prática orgânica

dc.creatorAlice Bicalho de Oliveira
dc.date.accessioned2022-02-17T20:49:34Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:30:16Z
dc.date.available2022-02-17T20:49:34Z
dc.date.issued2021-11-03
dc.description.abstractAs a result of the struggles and political achievements of indigenous peoples by the end of the 20th century, today there is a vast bibliography of indigenous authorship in Brazil. Part of it, identified in this dissertation as Indigenous Literature, has been published, since the 1990s, by commercial publishers; the other part, here called Forest Books, is published in the context of differentiated indigenous schools since the late 1970s. This dissertation studies this bibliography from the point of view of its editorial characteristics, comparing the means of industrial production through which Indigenous Literature is published based on the organic and collective way of editing the Forest Books. Not trying to create value hierarchies between them, the comparison seeks to demonstrate how both are complementary from a political point of view. Probing the editorial characteristics of the Forest Books, this dissertation shows how the editing act is displaced from a historical trajectory of the use of writing and of books as colonization tools and becomes a method of reflection and revitalization of the knowledge and the languages of indigenous people. In order to do that, and having mainly the editorial paratexts present in such publications as bibliographic source, we describe the editing processes of the Forest Books, emphasizing the building of authorship – through the author's name – and the task of copyediting texts. The thesis includes two appendices containing, the first, the list of Forest Books studied throughout the chapters and, the second, a bibliographical survey of the contemporary indigenous publications in Brazil.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/39466
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectLiteratura indígena – Brasil
dc.subjectEditores e edição
dc.subjectAutoria
dc.subjectEditoração
dc.subject.otherEdição
dc.subject.otherLivros da floresta
dc.subject.otherLiteratura indígena
dc.subject.otherAutoria
dc.subject.otherPreparação de originais
dc.titleFábrica da floresta: a edição de livros indígenas como prática orgânica
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Maria Inês de Almeida
local.contributor.advisor1Márcia Maria Valle Arbex
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0642418673482397
local.contributor.referee1Sônia Maria de Melo Queiroz
local.contributor.referee1Ana Carina Utsch Terra
local.contributor.referee1Luciana Salazar Salgado
local.contributor.referee1José de Souza Muniz Júnior
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3004925027292191
local.description.resumoFruto das lutas e conquistas políticas dos povos indígenas do final do século XX há hoje uma vasta bibliografia de autoria indígena no Brasil. Parte dela, identificada nesta tese como Literatura Indígena, tem sido publicada, desde a década de 1990, por editoras comerciais; a outra, aqui chamada de Livros da Floresta, é realizada no contexto das escolas diferenciadas indígenas desde o final dos anos 1970. A presente tese se dedica ao estudo dessa bibliografia do ponto de vista de suas características editoriais, comparando os modos de produção industrial por meio da qual a Literatura Indígena é publicada ao modo orgânico e coletivo da edição dos Livros da Floresta. Sem buscar criar hierarquias de valor entre elas, a comparação visa demonstrar como ambas são complementares do ponto de vista político. Dedicando-se ao aprofundamento das características editoriais dos Livros da Floresta, demonstra como a edição é deslocada de uma trajetória histórica do uso da escrita e do livro como ferramentas de colonização, e passa a ser um método de reflexão e revitalização de conhecimentos e línguas indígenas. Para tanto, tendo como fonte bibliográfica principalmente os paratextos editoriais presentes em tais publicações, realiza uma descrição dos processos de edição dos Livros da Floresta, dando destaque à construção da autoria – por meio do nome de autor – e ao trabalho de preparação de textos. A tese inclui dois apêndices contendo, o primeiro, a relação dos Livros da Floresta estudados ao longo dos capítulos e, o segundo, um levantamento das publicações indígenas contemporâneas no Brasil.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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