Análise temporal, espacial e fatores relacionados às incidências por sífilis adquirida, gestacional e congênita em Minas Gerais, 2007-2021

dc.creatorCláudio Luiz Ferreira Júnior
dc.date.accessioned2025-06-12T17:59:24Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:35:10Z
dc.date.available2025-06-12T17:59:24Z
dc.date.issued2025-05-13
dc.description.abstractSyphilis represents a significant challenge for public health in Brazil, with increasing rates in recent years. It is a curable infection categorized into acquired, gestational, or congenital forms. This study aims to analyze the spatial and temporal distribution of incidence and mortality rates of Acquired Syphilis (AS), Gestational Syphilis (GS), and Congenital Syphilis (CS) in Minas Gerais (MG), from 2007 to 2021. It also investigates socioeconomic and healthcare access indicators associated with spatial distribution, focusing especially on congenital syphilis mortality. A population-based ecological study was conducted using data from the Minas Gerais Health Surveillance Portal, considering municipalities and the 10 Planning Regions (PR) of MG. Spatial dependence was analyzed through Global and Local Moran’s Index (LISA), while temporal trends in incidence rates were estimated using Generalized Additive Models (GAM). High-risk spatial clusters were identified using Scan statistics, and municipal risks were estimated using Conditional Autoregressive (CAR) models. Socioeconomic indicators included the Human Development Index (HDI) and Gini Index; healthcare access indicators were coverage of the Family Health Strategy (FHS) and prenatal care coverage, considering a minimum of seven consultations. 83,432 confirmed cases of acquired syphilis were reported, with an average incidence rate, based on the period, of 36.02 per 100,000 inhabitants, for syphilis in pregnant women there were 36,517 cases with an average detection rate of 9.5 per 1,000 live births (LB) and for congenital syphilis there were 21,483 cases with a detection rate average of 5.58 per 1,000 NV. In relation to CS, there were 141 deaths in children under one year of age in the state, with an average mortality coefficient of 3.63 per 100,000 LB.For all forms of syphilis, detection decreased in 2020 but increased again in the subsequent year. Disease occurrence risk was rising and positive for GS and CS from 2014 and for AS from 2015 onwards. Spatial high-risk clusters for GS and CS were identified in the Central, North, Rio Doce, Mata, and Jequitinhonha-Mucuri regions, while AS had a cluster encompassing Central, Mata, Rio Doce, and Midwest regions. Spatial analysis showed an association between having at least seven prenatal consultations and a lower CS mortality coefficient (Moran’s Index = 0.0412, p-value < 0.05). A significant correlation was also observed between higher FHS coverage and lower AS incidence (rho = -0.250, p < 0.0001). The study highlights the importance of Geographic Information Systems (GIS) and spatiotemporal models for health analysis, contributing to the understanding of syphilis epidemiology dynamics in Minas Gerais and providing insights to enhance control and prevention strategies across different PRs. To prevent deaths from CS, it is crucial to expand prenatal consultations, especially in the most vulnerable regions of the state.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/82923
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSífilis
dc.subjectSífilis Congênita
dc.subjectPolíticas, Planejamento e Administração em Saúde
dc.subjectAnálise Espaço-Temporal
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherSífilis Adquirida
dc.subject.otherSífilis Gestacional
dc.subject.otherSífilis Congênita
dc.subject.otherRegiões de Planejamento
dc.subject.otherAnálises Espaço-Temporais
dc.subject.otherMinas Gerais
dc.titleAnálise temporal, espacial e fatores relacionados às incidências por sífilis adquirida, gestacional e congênita em Minas Gerais, 2007-2021
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Taynãna César Simões
local.contributor.advisor1Mariângela Carneiro
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8013405378006706
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6338551131737362
local.description.resumoA sífilis representa um desafio significativo para a saúde pública do Brasil, com taxas crescentes nos últimos anos. Trata-se de uma infecção curável que pode ser dividida em adquirida, gestacional ou congênita. Este estudo tem como objetivo analisar a distribuição espacial e temporal das taxas de incidência e mortalidade da Sífilis Adquirida (SA), Sífilis Gestacional (SG) e Sífilis Congênita (SC) em Minas Gerais (MG), entre 2007 e 2021, além de investigar indicadores socioeconômicos e de acesso à saúde associados à distribuição espacial, com ênfase no coeficiente de mortalidade por sífilis congênita. Foi conduzido um estudo ecológico de base populacional utilizando dados do Portal da Vigilância em Saúde de Minas Gerais, considerando os 853 municípios e as 10 Regiões de Planejamento de MG. A dependência espacial foi analisada por meio dos Índices de Moran Global e Local (LISA), enquanto a tendência temporal das taxas de incidência foi estimada por Modelos Aditivos Generalizados (GAM). Também foram identificados clusters espaciais de alto risco por meio da estatística Scan e os riscos de ocorrência em cada município foram estimados utilizando Modelos Autorregressivos Condicionais (CAR). Os indicadores socioeconômicos considerados incluíram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o Índice de Gini, e os de acesso foram a cobertura da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e a Cobertura de consultas de pré-natal, considerando um mínimo de sete consultas. Foram notificados 83.432 casos confirmados de sífilis adquirida, com taxa de incidência média, com base no período, de 36,02 por 100.000 habitantes, para sífilis em gestante foram 36.517 casos com taxa de detecção média de 9,5 por 1.000 nascidos vivos (NV) e para sífilis congênita foram 21.483 casos com taxa de detecção média de 5,58 por 1.000 NV. Em relação a SC, foram 141 óbitos em menores de um ano no estado, com coeficiente de mortalidade médio de 3,63 por 100.000 NV. Para todas as formas de sífilis, houve uma diminuição da detecção no ano de 2020, com retomada ascendente no ano subsequente. O risco de ocorrência das doenças foi crescente e positivo para para SG e SC a partir de 2014, e para SA a partir de 2015. Houve clusters espaciais de alto risco para SG e SC nas regiões Central, Norte, Rio Doce, Mata e Jequitinhonha–Mucuri, enquanto para SA um cluster envolveu as regiões Central, Mata, Rio Doce e Centro-Oeste. Houve associação espacial entre ter um mínimo de 7 consultas de pré- natal e menor coeficiente de mortalidade por SC (Índice de Moran= -0,0412, p-valor < 0,05). E correlação significativa entre maior cobertura de ESF e menor incidência de SA (rho=-0,250, p<0,0001). O estudo demonstra a relevância do uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e de modelos espaço-temporais para análises em saúde, contribuindo para a compreensão da dinâmica epidemiológica da sífilis em Minas, e fornecendo subsídios para o aprimoramento das estratégias de controle e prevenção, considerando as diferentes RP. Visando-se evitar óbitos por SC, é essencial a ampliação do número de consultas de pré-natal, especialmente nas regiões mais vulneráveis do estado.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Infectologia e Medicina Tropical

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