Militarização escolar em Minas Gerais: tensões e retrocessos na relação entre educação e juventudes
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Universidade Federal de Minas Gerais
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School Militarization in Minas Gerais: tensions and setbacks in the relationship between education and youth
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Resumo
O presente artigo trata da militarização da escola pública em Minas Gerais com a implementação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares – Pecim, evidenciando o contexto social e político de sua emergência, seus referentes e sua concepção de juventudeS. O referencial teórico apoia-se nos estudos sobre educação, democracia e formação humana (DEWEY, 2007; TEIXEIRA, 2009; FREIRE, 1967; ARROYO, 2021 e no pensamento social latinoamericano sobre homogeneização, dominação e desigualdade, tendo Aníbal Quijano (2005) como referencial sobre a relação entre educação e democracia. Foram utilizadas pesquisas documentais e bibliográficas para perceber, no contexto de emergência das proposições militaristas e antidemocráticas para a escola, a formulação de uma agenda educacional nacionalista e homogeneizadora, elaborada a partir da ascensão da nova direita populista ou extrema direita. Com dez unidades e distanciada da educação com qualidade social, a escola cívico-militar de Minas Gerais, proposta pela ‘bancada da bala’, nega as JuventudeS e suas singularidades, criminaliza a comunidade escolar e afirma a dominação em oposição ao princípio constitucional da gestão democrática da educação.
Abstract
O presente artigo trata da militarização da escola pública em Minas Gerais com a implementação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares – Pecim, evidenciando o contexto social e político de sua emergência, seus referentes e sua concepção de juventudeS. O referencial teórico apoia-se nos estudos sobre educação, democracia e formação humana (DEWEY, 2007; TEIXEIRA, 2009; FREIRE, 1967; ARROYO, 2021 e no pensamento social latinoamericano sobre homogeneização, dominação e desigualdade, tendo Aníbal Quijano (2005) como referencial sobre a relação entre educação e democracia. Foram utilizadas pesquisas documentais e bibliográficas para perceber, no contexto de emergência das proposições militaristas e antidemocráticas para a escola, a formulação de uma agenda educacional nacionalista e homogeneizadora, elaborada a partir da ascensão da nova direita populista ou extrema direita. Com dez unidades e distanciada da educação com qualidade social, a escola cívico-militar de Minas Gerais, proposta pela ‘bancada da bala’, nega as JuventudeS e suas singularidades, criminaliza a comunidade escolar e afirma a dominação em oposição ao princípio constitucional da gestão democrática da educação.
Assunto
Escolas públicas -- Minas Gerais, Escolas -- Gestão Democrática, Gestão Democrática, Democracia
Palavras-chave
Escola Cívico-Militar, Educação e Democracia, Gestão Democrática da Educação, JuventudeS, Minas Gerais
Citação
Curso
Endereço externo
https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/1670