Das narrativas planificadoras às práticas espaciais: expressões, inflexões e oposições no rural e no urbano da Índia pós-independência
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
A presente tese decodifica um projeto, qual seja ele, o de construção de uma “nova” Índia no período pós independência. Este projeto, conforme argumentamos, tem como base a reformulação articulada dos níveis de abstração lefebvrianos (Estado, cidade, campo e práticas cotidianas). Nesses termos, o trabalho versa sobre as transformações concebidas pelo Estado na caracterização e articulação do espaço urbano e rural da Índia contemporânea, bem como sobre as expressões e manifestações percebidas e vividas em tal espaço e que o constituem de uma outra maneira. A dicotomia campo-cidade, abrangida pelas possibilidades e lacunas da ruralidade, da urbanidade e do desenvolvimento do modo de produção capitalista, assume grande protagonismo no presente texto. Complementarmente, a tese versa sobre as modificações impostas e provocadas no próprio agente abstrato de transformação, a saber, o Estado indiano. O fato da Índia, seguindo o padrão soviético, adotar um modelo de planejamento central como prática política-estatal desde a independência foi fundamental para a análise. Desse modo, possuindo um documento que “fala sobre tudo” – O Plano Quinquenal - foi possível traçar um desenho das inflexões observadas tanto no agente institucional quanto nas espacialidades ora discutidas. O alinhamento de discursos e seu resultado na formatação do “novo” Estado ou do Estado neoliberal indiano fornece as bases daquilo que denomino em minha análise como “espaço de miragem”. Reconstituído no contexto de crise e escassez, tal Estado, a partir de diferentes estratégias, mostra-se como uma ilusão de ótica. Nesses termos, argumento que a compreensão das narrativas planificadoras é fundamental para se entender os elementos centrais da “nova” Índia. A partir desse argumento, aponto para as expressões que identificam – criam identidades - às espacialidades materiais e sociais em discussão. No ambiente urbano, percebo que a expressão significante principal diz respeito à referência ao processo de urbanização como motor do crescimento econômico neoliberal e da cidade como plataforma principal de atração do capital internacional. No ambiente rural, por sua vez, nota-se uma caminhada rumo à incorporação do campo – produtivo e fundiário – à lógica produtiva e mercantil do espaço. Os estudos de caso que compõem a discussão permitem uma compreensão mais profunda das análises realizadas. Nas contradições da Missão Cidade Inteligente realizada em Chennai e na luta pelo comum da vila de Mendha-Lekha, as novas significações do urbano, do rural e do Estado indiano manifestam-se de maneira articulada. Ao mesmo tempo, tais experiências apontam, direta ou indiretamente, para caminhos de resistência ao projeto ora decodificado.
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Planejamento, Estado, Planos Quinquenais, Índia, Urbano-rural, Cidades inteligentes, Terras comuns
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