Indicadores para a avaliação dos serviços de atenção obstétrica e neonatal em Belo Horizonte
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
Adriana Cristina de Oliveira Iquiapaza
Wanessa Trindade Clemente
Wanessa Trindade Clemente
Resumo
A infecção puerperal continua sendo uma das principais causas de morbimortalidade no
período pós-parto, ocupando o terceiro lugar entre as causas de mortalidade materna. A
qualidade da assistência é fator primordial para controle da infecção puerperal. Para se
alcançar a qualidade da assistência nos serviços de atenção obstétrica e neonatal e o controle
eficaz da infecção puerperal, é necessário conhecer antes, a sua realidade. Ao analisar os
indicadores propostos na Instrução Normativa 02/2008, da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, pretendeu-se retratar a situação da atenção no município de Belo Horizonte,
destacando-se a infecção puerperal por via de parto, a taxa de episiotomia, as taxas de
cesariana e cesariana em primíparas e a taxa de mortalidade neonatal precoce, dentre os
aspectos implicados no processo de produção de saúde da gestante e recém-nascido no parto e
puerpério. O presente trabalho é um estudo do tipo descritivo, realizado por meio de
informações secundárias do banco de dados da Gerência de Vigilância Sanitária de Belo
Horizonte. Observou-se, que a que a média anual de permanência das puérperas oscilou entre
1,6 a 2,9 dias de internação pós-parto e que a taxa de cesarianas no município de Belo
Horizonte variou de 89,2% até 20,8%. Notou-se que a episiotomia ainda se faz rotina, com
taxa anual de até 93,8% em um determinado estabelecimento. Quanto à diferença na taxa de
infecção puerperal relacionada a via de parto, observou-se que a mesma variou entre 0,3 e
1,0% no parto normal a 0,5 a 2,6 % no parto cesáreo. A infecção puerperal não ultrapassou a
3%, porém, ela se apresentou mais elevada nos casos de partos cesáreos. Destacou-se uma
taxa de mortalidade neonatal precoce no município, alcançando patamares de 15,9% no 1º
semestre em um estabelecimento. Foram verificadas algumas inconsistências nos dados
disponíveis para pesquisa, dificultando que se alcançasse uma eficiente avaliação da situação
do controle da qualidade da assistência materna e neonatal em Belo Horizonte, como, por
exemplo, a ausência do fornecimento ou o envio de dados incompletos por parte de alguns
serviços. Apesar disso, a investigação acerca dos indicadores de desempenho nas
maternidades representa um avanço para a prática clínica e para o controle epidemiológico. O
risco para infecção puerperal apareceu diretamente relacionado à modalidade de parto
cesáreo, mas ainda é preciso melhorar o controle dos registros de cada serviço, de modo a
aprimorar a análise dos dados. Na medida em que se introduzirem ações que permitam
comparar melhor os achados, tornar-se-á possível orientar de forma mais refinada a
implementação de estratégias de intervenções facilitadoras do cuidado e da prevenção desses
agravos à saúde.
Abstract
Assunto
Infecção Puerperal, Maternidades, Mortalidade Materna, Parto, Período Pós-Parto
Palavras-chave
Infecção puerperal, Neonatal, Obstétrica