Aquilo dos mortos que não pode ser enterrado: memória e espectro em Mia Couto

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Roberta Guimarães Franco Faria de Assis
Elcio Loureiro Cornelsen
Terezinha Taborda Moreira
Edgar Cézar Nolasco dos Santos

Resumo

Busca-se estabelecer uma leitura dos fantasmas representados na obra de Mia Couto a partir da relação entre o conceito de espectro, desenvolvido por Jacques Derrida, e do xipoco, figura própria do universo mágico-religioso de sociedades negro-africanas bantu. A partir da leitura de três romances do escritor moçambicano, A varanda do frangipani (1996), Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra (2002) e A confissão da leoa (2012), esboçaremos um estudo acerca da constituição identitária híbrida do fantasma e do papel que essa figura desempenha em favor da sobrevivência de memórias de violência que foram recalcadas pela narrativa hegemônica. Nessa perspectiva, serão privilegiados debates referentes ao tema do pós-colonial e das políticas da memória. Nosso principal referencial teórico é Jacques Derrida, Homi K. Bhabha, Walter Mignolo, Frantz Fanon, Yves Valentin Mudimbe, Achille Mbembe, Sigmund Freud, Michel Pollak, Márcio Seligmann Silva, entre outros.

Abstract

We intent to stablish an analysis of the ghosts represented in Mia Couto’s work based in the link between the concept of spectrum, developed by Jacques Derrida, and the xipoco, a characteristic figure of the magical-religious universe of the bantu african’s society. Based on the reading of three novels by the Mozambican writer, Under the frangipani (2001), Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra (2002), and Confession of the Lioness (2015), we also hold a study on the hybrid identity of the ghosts and the role that this figure plays in favor of the survival memories of violence that were repressed by the hegemonic narratives. From this perspective, will be privileged discussions about the postcolonial and memory politics. Our study will be based in the Works of Jacques Derrida, Homi K. Bhabha, Walter Mignolo, Frantz Fanon, Yves Valentin Mudimbe, Achille Mbembe, Sigmund Freud, Michel Pollak, Mácio Seligmann Silva and others.

Assunto

Couto, Mia, 1955- – Confissão da leoa – Crítica e interpretação, Couto, Mia, 1955- – Rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra – Crítica e interpretação, Couto, Mia, 1955- – Varanda do frangipani – Crítica e interpretação, Ficção moçambicana – História e crítica, Fantasmas na literatura, Memória na literatura, Luto na literatura, Morte na literatura

Palavras-chave

Mia Couto, Morte, Espectro, Luto, Memória, Trauma

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