Casas em ruínas: Machado, Cardoso, Dourado, Santiago

dc.creatorAndré de Souza Pinto
dc.date.accessioned2022-05-18T16:52:32Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:35:15Z
dc.date.available2022-05-18T16:52:32Z
dc.date.issued2022-05-02
dc.description.abstractThis thesis intends to investigate how the image of the house in ruins – as a metaphor of contemporary literature, which is built with and under the rubble and remains of literary tradition, a warp of the text that takes place through appropriation and rewriting – is presented in the work of Machado de Assis and in the novels Crônica da casa assassinada, by Lúcio Cardoso, Ópera dos mortos, by Autran Dourado, and Machado, by Silviano Santiago. In Machado de Assis, we tried to present a discussion about the collection of shards and fragments that are appropriated by the writer in the construction of his old houses. In Crônica da casa assassinada, Cardoso engenders a narrative that takes place under the sign of death and whose house metaphorically coincides with the decadence of its residents. Ópera dos Mortos, in turn, portrays a degraded space that runs through the family saga of the Honório Cota and, at the same time, weaves the dead ancestors into the house and, by extension, the last descendant of this patriarchal family, Rosalina, culminating in the end of the family line. Finally, in Machado, the writer takes up the figure of the homonymous writer, appropriating the correspondences and the texts by Machado. The notion of ruin thus metaphorically shifts from the old house to the ruined body of Machado, character of the novel, a convulsive body that, as a text, is configured as a space of decay that is evoked by Santiago. In view of this, an attempt was made to outline a reading model whose old houses, as a metaphor, represent a possible profile of contemporary literature, in which texts are built with the remains and traces of other narratives.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/41798
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAssis, Machado de, 1839-1908 – Crítica e interpretação
dc.subjectCardoso, Lúcio, 1913-1968. – Crônica da casa assassinada – Crítica e interpretação
dc.subjectDourado, Autran, 1926- – Ópera dos mortos – Crítica e interpretação
dc.subjectSantiago, Silviano, 1936- – Machado – Crítica e interpretação
dc.subjectMemória na literatura
dc.subjectFicção brasileira – História e crítica
dc.subjectHabitações – Ficção
dc.subject.otherCasa
dc.subject.otherRuína
dc.subject.otherMemória
dc.subject.otherTradição
dc.subject.otherReescrita
dc.titleCasas em ruínas: Machado, Cardoso, Dourado, Santiago
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Lyslei de Souza Nascimento
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2618593450338207
local.contributor.referee1Georg Otte
local.contributor.referee1Wander Melo Miranda
local.contributor.referee1Cláudia Cristina Maia
local.contributor.referee1José Marcos Resende Oliveira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6401320453551810
local.description.resumoEsta tese investiga a imagem da casa em ruínas e de como essa metáfora expõe as relações intertextuais de apropriação e de reconstrução ficcional na literatura contemporânea. Partindo da ideia de que essa literatura se constrói com e sob os escombros e restos da tradição literária, analisa-se a urdidura do texto que se dá por meio da reescrita que se apresenta na obra de Machado de Assis e nos romances Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso, Ópera dos mortos, de Autran Dourado, e Machado, de Silviano Santiago. Em Machado de Assis, procurou-se apresentar uma discussão sobre a coleção de cacos e de fragmentos que são apropriados pelo escritor na construção das suas casas velhas. Em Crônica da casa assassinada, Cardoso engendra uma narrativa que se dá sob o signo de morte e cuja casa coincide, metaforicamente, com a decadência dos seus moradores. Ópera dos Mortos, por sua vez, retrata um espaço degradado que perpassa uma saga familiar e, ao mesmo tempo, entrelaça os antepassados mortos à casa e, por extensão, a última descendente dessa família patriarcal, culminando com o fim da linhagem da família. Em Machado, Santiago retoma a figura do escritor homônimo ao livro, se apropriando das correspondências e do texto machadiano. A noção de ruína se desloca, assim, da casa velha para o corpo arruinado do personagem Machado, um corpo convulsivo que, como texto, se configura como um espaço de decadência e recriação que é evocado por Santiago. Intentou-se delinear, em vista disso, um modelo de leitura cujas casas velhas, como metáfora, representam um possível perfil da literatura contemporânea, no qual os textos são construídos com os restos e com os vestígios de outras narrativas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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