Prevalência da doença hepática esteatótica metabólica e incidência de diabetes após o transplante hepático e fatores associados à sua ocorrência

dc.creatorMarcelo Arouca Araujo
dc.date.accessioned2024-02-29T13:43:01Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:44:25Z
dc.date.available2024-02-29T13:43:01Z
dc.date.issued2023-11-29
dc.description.abstractBackground and Aims: Metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD), has become the leading cause of chronic liver disease worldwide. Following liver transplantation (LT), patients often gain weight and develop metabolic comorbidities such as obesity, type 2 diabetes mellitus (DM), systemic arterial hypertension and dyslipidemia. The aims of this study were to assess the prevalence of MASLD and incidence of DM after LT, as well as factors associated with its occurrence. Method: A total of 142 patients aged 18 years or older who underwent LT were evaluated. Clinical, anthropometric, and laboratory data were collected. Hepatic ultrasound and elastography using 2D shear-wave technique was performed in all the participants. Results: The median age (IQR) was 60 (47-68) years and 89 (62.7%) were male. The median follow-up time post-LT was 137 (77-205) months. MASLD was identified in 37 (26.1%) participants. The proportion of individuals with central obesity (92% vs. 68%, p=0.006), DM (65% vs 38%, p=0.005), hypertriglyceridemia (51% vs 26%, p=0.008), and metabolic syndrome (69% vs. 41%, p=0.006) was higher in the group with MASLD compared to those without. In multivariate analysis, hypertriglyceridemia (OR = 2.80, 95% CI 1.22-6.43, p= 0.015) and post-LT DM (OR = 2.65, 95%CI 1.15-6.10, p = 0.022) were identified as factors associated with MASLD. Forty-three out 121 individuals (35,5%) developed DM after LT, which was associated with older age (OR = 1.052, 95%CI 1.016-1.090, p = 0.004), longer LT time (OR = 1.008, 95%CI 1.002-1.014, p = 0.009), obesity (OR = 3.480, 95%CI 1.303-9295, p = 0.013), and MASLD (OR = 3.222, 95%CI 1.233-8.419, p = 0.017). The prevalence of advanced hepatic fibrosis (F3 and F4) in patients with MASLD was 8.8%, with no significant difference being observed in relation to patients without MASLD. There was a high prevalence of HAS (54.9%), DM (45.1%), dyslipidemia (60.6%), MS (48.5%) and hypertriglyceridemia (33.3%) after LT. Most patients showed progressive weight gain after LT. The average weight variation was 8.9 ± 11.2 kg, with a prevalence of obesity of 25.4%. Conclusion: The prevalence of MASLD was 26.1% and the incidence of DM after LT was 35.5%. MASLD was associated with DM and hypertriglyceridemia and DM after LT with older age, longer LT time, obesity and MASLD.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/64945
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHepatopatia Gordurosa não Alcoólica
dc.subjectTransplante de Fígado
dc.subjectDiabetes Mellitus
dc.subjectUltrassonografia
dc.subjectObesidade
dc.subjectSíndrome Metabólica
dc.subjectResistência à Insulina
dc.subject.otherDoença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica
dc.subject.otherDoença hepática gordurosa não alcoólica
dc.subject.otherDiabetes pós-transplante
dc.subject.otherTransplante hepático
dc.subject.otherObesidade
dc.subject.otherResistência à insulina
dc.subject.otherSíndrome metabólica
dc.subject.otherUltrassonografia
dc.subject.otherElastografia hepática
dc.titlePrevalência da doença hepática esteatótica metabólica e incidência de diabetes após o transplante hepático e fatores associados à sua ocorrência
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Claudia Alves Couto
local.contributor.advisor1Luciana Costa Faria
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1743222258168874
local.contributor.referee1Lucilene Rezende Anastacio
local.contributor.referee1Paulo Lisboa Bittencourt
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2945502583645206
local.description.resumoIntrodução e Objetivos: A doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica (MASLD) tornou-se a principal causa de doença hepática crônica em todo o mundo. Após o transplante hepático (TH), os pacientes frequentemente ganham peso e desenvolvem comorbidades metabólicas como obesidade, diabetes mellitus tipo 2 (DM), hipertensão arterial e dislipidemia. Os objetivos deste estudo foram avaliar a prevalência de MASLD e a incidência de DM após TH, bem como fatores associados à sua ocorrência. Método: Foram avaliados 142 pacientes com 18 anos ou mais, submetidos a TH. Dados clínicos, antropométricos e laboratoriais foram coletados. Ultrassonografia hepática e elastografia com técnica de ondas de cisalhamento 2D foram realizadas em todos os participantes. Resultados: Entre os participantes, a mediana de idade (IQR) foi de 60 (47-68) anos e 89 (62,7%) eram do sexo masculino. O tempo mediano de seguimento pós-TH foi de 137 (77-205) meses. MASLD foi identificada em 37 (26,1%) participantes. A proporção de indivíduos com obesidade central (92% vs. 68%, p=0,006), DM (65% vs. 38%, p=0,005), hipertrigliceridemia (51% vs. 26%, p=0,008) e SM (69% vs. 41%, p=0,006) foi maior no grupo com MASLD em comparação com aqueles sem. Na análise multivariada, hipertrigliceridemia (OR = 2,80, IC 95% 1,22-6,43, p = 0,015) e DM após o TH (OR = 2,65, IC 95% 1,15-6,10, p = 0,022) foram associados a MASLD. Quarenta e três de 121 indivíduos (35,5%) desenvolveram DM após o TH, o que foi associada à maior idade (OR = 1,052, IC 95% 1,016-1,090, p = 0,004), maior tempo de TH (OR = 1,008, IC 95% 1,002-1,014, p = 0,009), obesidade (OR = 3,480, IC 95% 1,303-9,295, p = 0,013) e MASLD (OR = 3,222, IC 95% 1,233-8,419, p = 0,017). A prevalência de fibrose hepática avançada (F3 e F4) nos pacientes com MASLD foi de 8,8%, não sendo observada diferença significativa em relação aos pacientes sem MASLD. Observou-se alta prevalência de HAS (54.9%), DM (45.1%), dislipidemia (60.6%), SM (48.5%) e hipertrigliceridemia (33.3%) após o TH. A maioira dos pacientes apresentou ganho progessivo de peso após o TH. A variação média de peso foi de 8,9 ± 11,2 kg, com prevalência de obesidade de 25,4%. Conclusão: A prevalência de MASLD foi de 26,1% e a incidência de DM após o TH foi de 35,5%. MASLD foi associado com DM e hipertrigliceridemia e DM após o TH com maior idade, maior tempo de TH, obesidade e MASLD.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto

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