Estomaterapeutas que atuam na reabilitação da incontinência urinária: perfil sociodemográfico e campo de atuação
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Introdução: A incontinência urinária é definida como a perda involuntária da urina.
Trata-se de um distúrbio do assoalho pélvico que acomete homens e mulheres, de todas
as idades, com importante impacto na qualidade de vida dos acometidos. O
estomaterapeuta é um profissional da enfermagem, com competência e respaldo legal
para tratamento da incontinência urinária, contudo há uma escassez de estudos que
apresentem o enfermeiro como protagonista na assistência a esses pacientes. Objetivo:
descrever o perfil dos estomaterapeutas brasileiros que atuam na reabilitação e tratamento
do paciente incontinente. Método: estudo quantitativo, descritivo e transversal. Foram
incluídos neste estudo estomaterapeutas que atuam na reabilitação e tratamento do
paciente incontinente. A identificação dos profissionais ocorreu por meio da técnica de
amostragem bola de neve ou snowball. As coletas de dados ocorreram por meio de um
questionário on-line de caracterização sociodemográfica, perfil profissional, intervenções
e instrumentos utilizados na prática clínica e perfil de atendimento dos pacientes
incontinentes assistidos. Resultados: Participaram do estudo 51 estomaterapeutas, com
idade média de 44 anos, maioria são mulheres, casadas, possuem um único vínculo
laboral, e mais de 50% da amostra além da especialização em estomaterapia, são mestres
e/ou doutores. Em relação aos dados profissionais, a renda média dos participantes foi
de R$6.935,71, o Sudeste e Nordeste são as regiões com maior número de
estomaterapeutas atuando nas IU’s, 66,7% dos participantes são egressos de cursos de
estomaterapia de instituições públicas de ensino, e 80,4% da amostra não atua
exclusivamente na IU, mas também nas estomias e / ou lesões. Quanto às intervenções
mais adotadas, destacaram-se: modificações comportamentais, treinamento para os
músculos dos assoalho pélvico (TMAP) e cateterismo intermitente limpo (CIL). Mais de
90% dos participantes fazem uso do diário vesical e dos formulários de anamnese e exame
físico na avaliação dos incontinentes. Com referência ao perfil de atendimento dos
estomaterapeutas, houve predomínio de mulheres, com idade superior a 40 anos e na fase
pós menopausa. Conclusão: Estomaterapeutas que atuam na reabilitação da IU existem
no Brasil, embora não equitativamente, e são reconhecidos social e financeiramente.
Abstract
Introduction: Urinary incontinence is defined as the involuntary loss of urine. It is a pelvic
floor disorder that affects men and women of all ages, with a significant impact on the quality
of life of those affected. The stoma enterostomal therapist is a nursing professional, with
competence and legal support for the treatment of urinary incontinence is, however there is a
scarcity of studies that present the nurse as a protagonist in the care of these patients. Objective:
To identify Brazilian enterostomal therapist nurses who work in the rehabilitation and treatment
of incontinent patients. Method: quantitative, descriptive study and cross-sectional.
Enterostomal therapist nurses who work in the rehabilitation and treatment of incontinent
patients were included in this study. The professionals were identified using the snowball or
snowball sampling technique. Data collection took place through an online questionnaire of
sociodemographic characterization, professional profile, interventions and instruments used in
clinical practice and profile of care for incontinent patients assisted. Results: 51 enterostomal
therapist nurses participated in the study, with an average age of 44 years, most are women,
married, have a single employment relationship, and more than 50% of the sample, in addition
to specialization in enterostomal therapy, are masters and/or doctors. professionals, the average
income of the participants was R$6,935.71, the Southeast and Northeast are the regions with
the highest number of enterostomal therapist nurses working in UIs, 66.7% of the participants
are graduates of enterostomal therapy courses at public educational institutions, and 80 .4% of
the sample does not act exclusively on UI, but also on stomas and/or injuries. As for the most
adopted interventions, the following stood out: behavioral modifications, pelvic floor muscle
training (PFMT) and clean intermittent catheterization (CIC). More than 90% of the participants
use the bladder diary and the anamnesis and physical examination forms in the evaluation of
incontinent patients. With reference to the service profile of enterostomal therapist nurses, there
was a predominance of women, aged over 40 and post-menopausal
phase. Conclusion: enterostomal therapist nurses who work in UI rehabilitation exist in Brazil,
although not equally, and are socially and financially recognized.
Assunto
Estomaterapia, Incontinência Urinária, Dissertação acadêmica, Prática Profissional
Palavras-chave
Estomaterapia, Incontinência Urinária
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