A inserção da mulher na política mineira : análise da trajetória de vida das deputadas estaduais eleitas em 2018

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro
Pedro Augusto Gravatá Nicoli

Resumo

Ainda que hoje se perceba uma grande movimentação social de luta pelo reconhecimento da mulher enquanto sujeito político, a necessária e efetiva representatividade política feminina ainda se encontra distante de ser alcançada. Identificar como as desigualdades sociais enfrentadas, o preconceito e a exclusão operam, nesse contexto, fornece subsídios e mecanismos que podem auxiliar na melhor compreensão da sociedade e romper com o estado de segregação de gênero existente no cenário político brasileiro. O presente estudo consiste em uma análise crítica reflexiva, baseada nas trajetórias de vida das Deputadas Estaduais de Minas Gerais eleitas em 2018, apuradas por meio da história oral e da análise documental. Buscou-se, em meio aos relatos, a lógica das ações que possibilitaram a eleição dessas mulheres para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Assim, emerge a questão: como as parlamentares, apesar das adversidades, conseguiram se eleger? Foram sujeitos da pesquisa 09 (nove) Deputadas Estaduais eleitas em 2018 e os dados biográficos foram coletados tanto no site da ALMG, como em sites pessoais e redes sociais. Em um segundo momento, foram realizadas entrevistas com as 05 (cinco) deputadas que aceitaram participar da pesquisa e para tanto foram utilizados os princípios da metodologia de análises de trajetórias, proposta por Claude Dubar. Os resultados foram analisados por meio de categorias analíticas estabelecidas a priori conforme a literatura e outras categorias analíticas obtidas a partir das entrevistas. Evidenciou-se que essa foi a maior bancada feminina da ALMG desde sua criação e a primeira a contar com mulheres negras, três no total. A faixa etária está entre 31 a 57 anos; há uma grande diversidade relativa ao estado civil e filhos; a religião predominante foi a religião católica, sendo que a prática religiosa em si e a militância religiosa aparecem como capital associativo relevante; todas ingressaram na carreira política tendo concluído o curso superior e com experiências profissionais prévias. O valor dado ao capital educacional, por elas e por suas famílias, merece destaque e pode ser apontado como um fator que lhes conferiu preparo e articulação e possibilitou sua entrada na ALMG. A importância que elas atribuem à família demonstra o impacto desse fator em suas carreiras políticas. No percurso político das Deputadas aparecem os impactos do sistema eleitoral brasileiro e quando analisamos a escolha do partido ou migração partidária, foi possível perceber que não se dá necessariamente por uma identificação ideológica, mas sim por ser o partido do mentor político ou por um interesse do partido em tê-las como candidatas. Essas mulheres apresentam capitais prévios diversos, como capital associativo, institucional, familiar e educacional, sendo que a política não aparece em seus percursos como um projeto de vida, mas como uma consequência de suas trajetórias de vida e de seus desejos de ocuparem o espaço público, o que condiz com a literatura sobre o tema.

Abstract

Assunto

Sociologia - Teses, Relações de gênero - Teses, Mulheres - Teses, Eleições - Teses

Palavras-chave

Desigualdade de gênero, Carreiras políticas, Trajetória, Sucesso eleitoral, Estratégias.

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