Plano Howyan de Juiz de Fora: técnica, proselitismo e politicagem na Primeira República
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
O objetivo principal da pesquisa que dá origem a esta dissertação tem sido elucidar contradições intrínsecas aos processos de uso e produção do espaço da cidade de Juiz de Fora, em especial, da dinâmica das relações e conflitos que se estabeleceram em torno do chamado Plano Howyan — o plano de “saneamento e expansão da cidade de Juiz de Fora”, cuja adoção se deu entre os anos de 1891 e 1895 na cidade. A história de Juiz de Fora, de acordo com a versão oficial, está ligada principalmente ao suposto passado pioneiro da cidade, tendo sido a mais industrializada e importante de Minas Gerais entre meados do século XIX e início do XX. Entretanto, defendo nesse trabalho que o discurso de cidade moderna, aparentemente insuspeito, ajuda a dissimular com bastante eficácia uma série de questões referentes à concretude da produção da cidade, como por exemplo, o passado brutal de Juiz de Fora como uma das maiores cidades escravocratas do Brasil. Defendo também que na passagem do Império para a República não houve ruptura significativa com as antigas relações de trabalho na construção civil e com o modo de se produzir cidades, e que o discurso tecnicista do Plano Howyan, respaldado por médicos higienistas, engenheiros sanitaristas e políticos positivistas, foi estrategicamente utilizado para o ocultamento histórico das violentas dinâmicas de trabalho particulares da cidade.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Juiz de Fora, história da construção, Plano Howyan, produção do espaço