Estrutura argumental de sentenças causativas em Xirhonga
Carregando...
Arquivos
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
David Alberto Seth Langa
Quesler Fagundes Camargo
Quesler Fagundes Camargo
Resumo
A partir do pressuposto de que todas as línguas possuem estruturas causativas que se realizam por diferentes expedientes gramaticais, esta dissertação tem por objetivo descrever esse tipo de construção em uma língua bantu chamada Rhonga, falada por cerca de 226.000 pessoas em Maputo, Moçambique. As estruturas causativas são interpretadas como aquelas que possuem dois eventos: um evento de causa e um de efeito. Por meio dos dados coletados com dois informantes nativos, atestamos que existem três tipos de estruturas causativas na língua, a saber: (i) lexicais; (ii) perifrásticas; e (iii) morfológicas. As causativas morfológicas se realizam mediante a concatenação do morfema {-is-} após a raiz lexical dos verbos. Esse processo é produtivo com verbos inacusativos, inergativos e transitivos. Assumimos aqui, de acordo com os fundamentos do minimalismo e da sintaxe gerativa, que o morfema em questão ocupa a posição de núcleo de uma projeção CauseP, que introduz a leitura de causação à sentença. Buscamos confirmar, ainda, que o complemento desse núcleo varia de acordo com cada um dos tipos de verbos assinalados acima. Com base nos testes propostos por Pylkkänen (2008), demonstramos que verbos inacusativos causativizados selecionam como complemento uma Raiz acategorial √, verbos inergativos selecionam um VP sem argumento externo, e verbos transitivos selecionam como complemento um v*P fásico quando causativizados.
Abstract
Assuming that all languages have causative structures that are derived by different grammatical mechanisms, this dissertation aims to describe this type of construction in a Bantu language called Rhonga, spoken by about 226,000 people in Maputo, Mozambique. Causative structures are interpreted as having two events: a causing event and a caused event. From the data collected with two native informants, we identified three types of causative constructions in the language, namely: (i) lexical causatives; (ii) periphrastic causatives; and (iii) morphological causatives. Morphological causatives are formed by concatenating the morpheme {-is-} to the lexical root of the verb. This process is productive with unaccusative, unergative, and transitive verbs. We assume here, following a minimalist approach to Generative Syntax, that the morpheme in question sits at the head of the CauseP projection, which introduces causation reading into the sentence. We also seek to confirm if this head takes different types of complements, depending on the verb type. Based on the tests proposed by Pylkkänen (2008), we demonstrate that causatives from unaccusative verbs select as complement an acategorical Root √; causatives from unergative verbs select a VP without external argument, and causatives from transitive verbs select as complement a phasic v*P.
Assunto
Línguistica, Língua Bantu – Sintaxe, Língua Bantu – Morfologia, Línguas africanas, Moçambique – Línguas
Palavras-chave
Bantu, Rhonga, Estrutura Argumental, Causativas
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
