Por que os pacientes não seguem adequadamente as orientaçõesMédicas? Estudo dos fatores envolvidos com a má-adesão à profilaxiasecundária da febre reumática com a penicilina-G-benzatina
| dc.creator | Fernando Felipe Graciano | |
| dc.date.accessioned | 2019-08-14T21:35:35Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:47:29Z | |
| dc.date.available | 2019-08-14T21:35:35Z | |
| dc.date.issued | 2007-04-30 | |
| dc.description.abstract | INTRODUCTION: The irregular secondary prophylaxis can determine a worst prognosis of the rheumatic fever.There are few objectives studies that have been dedicated to establish the secondary prophylaxis possible risk factors.OBJECTIVES: To analyze possible factors involved with poor compliance to secondary prophylaxis of rheumatic fever SETTING: Universidade Federal de Minas Gerais, Brazil. STUDY DESIGN: Crosssectional. PATIENTS: A total of 189 patients followed-up in a rheumatic fever outpatient clinic answered a standardized questionnaire, and their injection control cards and medical charts were analyzed. Their age ranged between 8 and 27 years (mean±SD=16.8±4 years).MAIN OUTCOMES: Thirty-two variables likely associated with poor compliance to secondary prophylaxis with penicillin G benzathine were studied. Patients were considered as non-compliant when they delayed the penicillin injection beyond seven days the date scheduled in the card, at least twice. The variables associated with poor compliance with p<0.25 in the univariate analysis were tested in multivariate analysis, by means of logistic regression. RESULTS: Three variables were found to be risk factors for poor compliance: a) female gender (OR=2.20); b) greater number of missed visits (OR=2.47); c) higher injection pain score (OR=1.16). The association between poor compliance and injectionpain was a novel finding. It was also found that the addition of an anesthetic drug to the penicillin flask lowered the injection pain score (p=0.007) The variable information on rheumatic fever was shown as a protective factor against poor compliance (OR=0.74,CI=0.59-0.93). In average, the non-compliant patients had a 2.14-fold greater chance of relapse than the compliant ones (prevalence ratio =2.14, CI=1.27-3.59). CONCLUSIONS: In addition to the female gender, the beliefs, perceptions and attitudes are the main factors associated with poor compliance. The relapses and hospitalizations, more frequent between the non-compliant, probably should be consequences of the irregular prophylaxis. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/ECJS-73AHWD | |
| dc.language | Português | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Febre reumática Prevenção | |
| dc.subject | Dor/prevenção & controle | |
| dc.subject | Doenças transmissíveis | |
| dc.subject | Mulheres | |
| dc.subject | Recusa do paciente ao tratamento | |
| dc.subject | Penicilina G benzatina/uso terapêutico | |
| dc.subject | Recidiva/prevenção & controle | |
| dc.subject | Febre reumática/terapia | |
| dc.subject | Adolescente | |
| dc.subject.other | Dor/prevenção & controle | |
| dc.subject.other | Mulheres | |
| dc.subject.other | Informação | |
| dc.subject.other | Febre reumática/terapia | |
| dc.subject.other | Recusa do paciente ao tratamento | |
| dc.subject.other | Penicilina G benzatina/uso terapêutico | |
| dc.subject.other | Recidiva/prevenção & controle | |
| dc.subject.other | Adolescente | |
| dc.title | Por que os pacientes não seguem adequadamente as orientaçõesMédicas? Estudo dos fatores envolvidos com a má-adesão à profilaxiasecundária da febre reumática com a penicilina-G-benzatina | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Zilda Maria Alves Meira | |
| local.contributor.advisor1 | Janete Ricas | |
| local.contributor.referee1 | Maria da Glória Cruvinel Horta | |
| local.contributor.referee1 | Cristina Goncalves Alvim | |
| local.description.resumo | 1.INTRODUÇÃO:Sabe-se que que a profilaxia secundária feita de forma irregular determina um pior prognóstico da febre reumática. Poucos estudos objetivos foram realizados sobre os possíveis fatores envolvidos com a má-adesão à profilaxia secundária, através da penicilina-G-benzatina.2.OBJETIVOS: Analisar os possíveis fatoresenvolvidos com a má-adesão à profilaxia Secundária. 3. METODOLOGIA: Estudo do tipo transversal, no qual uma amostra de 189 pacientes acompanhados no Ambulatório de Febre Reumática AFR/HC UFMG) foram submetidos a entrevista, utilizando-sequestionário padronizado, e análise dos cartões de controle das injeções e dos prontuários médicos de cada paciente. Foram estudadas 32 variáveis, possivelmente associadas com a má-adesão à profilaxia secundária com a penicilina-G-benzatina. Os pacientes foramconsiderados não-aderentes quando tiveram pelo menos dois atrasos de mais de sete dias na aplicação da penicilina, em relação às datas assinaladas no cartão de controle das injeções. As variáveis associadas à má-adesão, que apresentaram, na análise univariada, p<0,25, foram testadas na análise multivariada, através da regressão logística.Os cálculos foram realizados através do programa Epi-Info. O nível de significância foi estabelecido para valores de p<0,05.4.RESULTADOS: sete variáveis associadas à má-adesão na análise univariada (gênero feminino, controle da data de aplicação da penicilina, faltas às consultas, tempo de profilaxia, idade, nota para a dor da injeção, nível de informação sobre a FR)foram testadas pela análise multivariada. Destas, três mostraram-se como fatores de risco para a má-adesão: a) o gênero feminino(OR=2,20); b) maior número de faltas às consultas(OR=2,47); c) a nota para a dor da injeção(OR=1,16). A associação entre máadesão e a dor da injeção parece ser um achado inédito. Além disso, o acréscimo de anestésico ao frasco da penicilina parece reduzir a dor provocada pela injeção(p=0,007) A variável informação sobre a febre reumática, mostrou-se como fator de proteção contra a má-adesão(OR=0,74, IC=0,59-0,93). Em média, os pacientes não-aderentes tiveram uma chance 2,14 vezes maior de desenvolver recidiva, quando comparados com os aderentes (razão de prevalência=2,14, IC=1,27-3,59). 5.CONCLUSÕES:Além do gênero e idade, as crenças, percepções e atitudes, são os principais fatores associados à má-adesão.Os fatores socioeconômicos aparentemente tiveram menor importância, na amostra analisada. As recidivas e hospitalizações, mais freqüentes entre os não-aderentes, provavelmente são conseqüências da profilaxia irregular. | |
| local.publisher.initials | UFMG |
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