Contar os corpus: memória e arquivo da ditadura

dc.creatorNicole Alvarenga Marcello
dc.date.accessioned2019-08-12T20:37:04Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:21:55Z
dc.date.available2019-08-12T20:37:04Z
dc.date.issued2019-02-27
dc.description.abstractThis work aims at investigating how Brazilian literature after the countrys redemocratization has given testimony of the violent policies of the dictatorial government in power from 1964 to 1985, with special focus on two novels: As Horas Nuas, by Lygia Fagundes Telles, e Onde Andará Dulce Veiga?, by Caio Fernando Abreu. At first, an effort was made to find the reasons why these works met with such scarce criticism with regard to this aspect, which was obtained through a brief review of the literature with that theme since 1964 and historical fact envolving the redemocratization. Afterwards, departing from the assertion made by theorists such as Jacques Derrida and Shoshana Felman that testimony involves not only narrative, but also a body or a presence in act, it has been considered how the characters from these novels report the memory of trauma and violence but also how bodies can give testimony, thus working the concept in an expanded way. From the notion of witness as being the survivor, as developed by Giorgio Agamben, the animality in As Horas Nuas was explored, given that it is a cat, Rahul, the character that narrates trauma on behalf of his owner, Gregório, who was tortured and killed by the regime. Besides that, the condition of forced disappearance was explored, a situation in which Ananta, from As Horas Nuas, and Dulce Veiga, from Abreus novel, are at.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/LETR-BBGPCH
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFicção brasileira Séc XX Crítica e interpretação
dc.subjectTelles, Lygia Fagundes, 1923- Horas nuas Crítica e interpretação
dc.subjectPolítica e literatura
dc.subjectAbreu, Caio Fernando, 1948-1996 Onde andará Dulce Veiga? Crítica e interpretação
dc.subjectBrasil História 1964-1985
dc.subjectViolência na literatura
dc.subjectMemória na literatura
dc.subject.otherCaio Fernando Abreu
dc.subject.otherLygia Fagundes Telles
dc.subject.othertestemunho
dc.subject.otherliteratura brasileira pós-redemocratização
dc.subject.otherditadura civil-militar
dc.titleContar os corpus: memória e arquivo da ditadura
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Maria Zilda Ferreira Cury
local.contributor.referee1Elcio Loureiro Cornelsen
local.contributor.referee1Rejane Pivetta de Oliveira
local.description.resumoEste trabalho tem por objetivo investigar como a literatura brasileira pós-redemocratização deu testemunho da violência das políticas do ditadura em vigor no Brasil de 1964 a 1985, tendo como foco dois romances: As Horas Nuas, de Lygia Fagundes Telles, e Onde Andará Dulce Veiga?, de Caio Fernando Abreu. Buscou-se, primeiramente, uma razão para que estas duas obras fossem pouco abordadas pela crítica por este aspecto, o que se deu através de uma breve revisão da literatura sobre a ditadura desde 1964 e dos fatos históricos envolvendo a redemo-cratização. Em seguida, a partir da constatação feita por teóricos, tais como Jacques Derrida e Shoshana Felman, de que o testemunho envolve não só o relato, mas um corpo ou uma presença em ato, considerou-se como os personagens destes romances relatam a memória do trauma e da violência, mas também como corpos podem dar testemunho, sendo trabalhados portanto os conceitos de testemunho e testemunha de maneira expandida. A partir da noção de testemunha como sobrevivente, conforme desenvolvida por Giorgio Agamben, explorou-se a animalidade em As Horas Nuas, visto que é o gato Rahul o personagem que narra a violência no lugar de seu dono, Gregório, torturado e morto pela ditadura. Ademais, investigou-se a condição dos desaparecidos políticos, situação em que se encontra Ananta, em As Horas Nuas, e a perso-nagem título do romance de Caio Fernando Abreu.
local.publisher.initialsUFMG

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