Alteridade e diferença em Bernardo Carvalho
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Maria Zilda Ferreira Cury
Bernardo Nascimento de Amorim
Bernardo Nascimento de Amorim
Resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar o romance Nove noites, de Bernardo Carvalho, tendo como perspectiva o conjunto da sua produção literária. O estudo parte da figuração de estrangeiro realizada por Julia Kristeva em Estrangeiros para nós mesmos, em que, utilizando do conceito de 'estranho', formulado por Freud, afirma não ser possível a completa separação das instâncias do 'eu' e do 'outro'. Assim, a estranheza, representada metaforicamente pelo estrangeiro passaria a se afirmar como condição estruturante do sujeito. Partindo de tal premissa, o objetivo é localizar a literatura de Bernardo Carvalho a partir da relação que a literatura contemporânea apresenta diante da alteridade, em diálogo com as obras de dois filósofos, Emmanuel Lévinas e Jacques Derrida, nas quais são importantes conceitos como 'diferença' e 'tolerância', para, em oposição, chegar à análise dos personagens/sujeitos de Carvalho, cujas marcas identitárias se localizam em um espaço contrário ao proposto por tais filósofos, com o contato com a alteridade se dando através dos signos do desajuste, da incompreensão e do confronto.
Abstract
Assunto
Alteridade, Carvalho, Bernardo, 1960- Nove noites Crítica e interpretação, Diferença (Filosofia), Ficção brasileira Historia e critica, Identidade (Conceito filosófico) na literatura, Viagem na literatura
Palavras-chave
estrangeiro, alteridade, Bernardo Carvalho