Os significados de direito à moradia no jogo de linguagem da política habitacional de Belo Horizonte
Carregando...
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Daniel Medeiros de Freitas
Thaís Mariano Nassif Salomão
Marinella Machado Araújo
Cristiano Tolentino Pires
Thaís Mariano Nassif Salomão
Marinella Machado Araújo
Cristiano Tolentino Pires
Resumo
A tese tem como tema a investigação a relação entre uso da linguagem institucional e a produção do espaço urbano de Belo Horizonte, desenvolvendo-se pelo questionamento de como os significados de direito à moradia utilizados nos arranjos institucionais das políticas habitacionais influenciam na produção do espaço urbano de Belo Horizonte. Através de uma abordagem interdisciplinar, a pesquisa se orientou por um enlace teórico que associou a Teoria da Encriptação do Poder, de Ricardo Sanín-Restrepo, que compreende o controle político do jogo de linguagem como uma forma de se exercer poder e suas implicações na produção do espaço urbano, por meio de contribuições do campo da Geografia Jurídica. Metodologicamente, a pesquisa foi desenvolvida combinando: (a) investigações quantitativas, promovidas por meio da a adaptação da análise temática na exploração de documentos públicos, como legislações, jurisprudências, autos de processos judiciais e relatórios pertinentes à promoção da política habitacional; e (b) investigações qualitativas, pela análise espacial, baseada em informações espaciais, sobre os resultados dos significados de direito à moradia na produção do espaço urbano de Belo Horizonte. Concluo que: (i) por meio do jogo de linguagem encriptado praticado pelos agentes institucionais, a política habitacional contribui para a reprodução do espaço urbano capitalista, ao conferir força simbólica ao direito à moradia que neutralizam significados divergentes à cidade capitalista, por meio de um regime de violência que constitui na territorialidade institucional da política habitacional; (ii) paradoxalmente, as ocupações urbanas, podem representar meios de se desencriptar as relações de poder que se ocultam sobre a linguagem ao desvelar o lugar sobre os territórios que encriptam.
Abstract
Assunto
Espaço urbano, Direito à moradia, Direito urbanístico
Palavras-chave
encriptação, jogo de linguagem, direito à moradia, geografia jurídica
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
