Alterações na mucosa intestinal de camundongos NOD precedem o desenvolvimento da diabetes tipo 1

dc.creatorMariana Camil Goncalves Miranda Waldetario
dc.date.accessioned2024-02-19T15:52:09Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:42:23Z
dc.date.available2024-02-19T15:52:09Z
dc.date.issued2019-06-17
dc.description.abstractAlterations in the composition of the intestinal microbiota have been associated with development of type 1 diabetes (DM1), but little is known about changes in intestinal homeostasis that contribute to development and disease pathogenesis. In this stood we analyzed oral tolerance induction, components of the intestinal barrier, fecal microbiota and immune cell phenotypes in non-obese diabetic (NOD) mice during disease progression compared to nonobese diabetes resistant (NOR) mice. NOD mice failed to develop oral tolerance and had defective protective/regulatory mechanisms in the intestinal mucosa, including decreased numbers of goblet cells, diminished mucus production, and lower levels of total and bacteriabound secretory IgA, as well as an altered IEL profile. These disturbances correlated with bacteria translocation to the pancreatic lymph node possibly contributing to DM1 onset. The composition of the fecal microbiota was altered in yang NOD mice, and cross-fostering of NOD mice by NOR mothers corrected their defect in mucus production, indicating a role for NOD microbiota in gut barrier dysfunction. NOD mice had a reduction of CD103+ dendritic cells (DCs) in the MLNs, together with an increase of effector Th17 cells and ILC3, as well as a decreased of Th2 cells, ILC2 and Treg cells in the small intestine. Importantly, most of these gut alterations precede the onset of insulitis suggesting that these changes may be involved in the early events that trigger the disease. Disorders in the intestinal mucosa of NOD mice can potentially interfere with the development of DM1 due the close relationship between the gut and the pancreas. Understanding these early alterations is important for the design of novel therapeutic strategies for DM1 prevention.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/64210
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectBioquímica e Imunologia
dc.subjectDiabetes Mellitus Tipo 1
dc.subjectMucosa Intestinal
dc.subjectImunoglobulina A Secretora
dc.subject.othermucosa intestinal
dc.subject.otherDiabetes tipo 1
dc.subject.otherIgA secretora
dc.subject.otherILCs
dc.subject.othertolerância oral
dc.titleAlterações na mucosa intestinal de camundongos NOD precedem o desenvolvimento da diabetes tipo 1
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Ana Maria Caetano de Faria
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2268635568464108
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2857523897949404
local.description.resumoAlterações na composição da microbiota intestinal têm sido associadas ao desenvolvimento de diabetes tipo 1 (DM1), entretanto pouco se sabe sobre as alterações na homeostase intestinal que poderiam contribuir para o desencadeamento e patogênese da doença. Neste estudo, analisamos a indução de tolerância oral, os componentes da barreira intestinal, a microbiota fecal e os fenótipos de células imunes em camundongos non-obese diabetic (NOD) durante a progressão da doença em comparação com camundongos non-obese diabetic resistentant (NOR). Camundongos NOD não desenvolveram tolerância oral e apresentaram defeitos em vários mecanismos protetores/reguladores da mucosa intestinal, incluindo diminuição do número de células caliciformes, diminuição da produção de muco e níveis mais baixos de IgA secretora total ligada a bactérias, bem como um perfil alterado de linfócitos intraepiteliais (IEL). Esses distúrbios correlacionaram-se com a translocação de bactérias para o nódulo linfático pancreático, possivelmente contribuindo para o início do DM1. A composição da microbiota fecal também estava alterada em camundongos NOD jovens e o aleitamento de camundongos NOD por mães adotivas NOR corrigiu seu defeito na produção de muco, indicando um papel da microbiota na disfunção da barreira intestinal de camundongos NOD. Além disto, camundongos NOD apresentaram uma redução de células dendríticas CD103+ (DCs) nos linfonodos mesentéricos (MLNs), juntamente com um aumento de células Th17 efetoras e células linfoides inatas tipo 3 (ILC3), bem como uma diminuição de células Th2, ILC2 e células T reguladoras (Treg) no intestino delgado. É importante ressaltar que a maioria dessas alterações intestinais precedeu o início da insulite sugerindo que essas alterações podem estar envolvidos nos eventos precoces que desencadeiam a doença. Distúrbios na mucosa intestinal de camundongos NOD podem potencialmente interferir no desenvolvimento de DM1 devido à estreita relação entre o intestino e o pâncreas. A compreensão dessas alterações precoces é importante para o planejamento de novas estratégias terapêuticas para prevenção de DM1.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Bioquímica e Imunologia

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