Estudando impressos e seus leitores: cenas da pesquisa e os métodos da investigação sobre as apropriações de Grande Hotel, uma revista para mulheres

dc.creatorJuliana Ferreira de Melo
dc.date.accessioned2021-08-18T19:08:36Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:32:36Z
dc.date.available2021-08-18T19:08:36Z
dc.date.issued2017-08
dc.identifier.issn2236-1855
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/37596
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofCongresso Brasileiro de História da Educação: História da Educação: Global, Nacional e Regional
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectLeitura - Periódicos
dc.subjectLeitores
dc.subjectMetodologia da pesquisa
dc.subject.otherRevista Grande Hotel
dc.subject.otherModos de apropriação
dc.subject.otherProcedimentos metodológicos
dc.titleEstudando impressos e seus leitores: cenas da pesquisa e os métodos da investigação sobre as apropriações de Grande Hotel, uma revista para mulheres
dc.typeArtigo de evento
local.citation.epage6544
local.citation.issue9
local.citation.spage6526
local.description.resumoComo diferentes indivíduos, em certas condições históricas, atribuem significado para aquilo que leem? De que modo os pesquisadores têm estudado impressos e como buscam apreender seus leitores? Em busca de respostas para essas questões, realizou-se uma pesquisa sobre Grande Hotel, analisando-se o impresso e as práticas de leitura da revista. Para tanto, fundamentou-se a investigação na História Cultural, na História da Leitura e do Livro, em trabalhos da Sociologia e da História Oral. O objetivo do estudo foi explorar a tensão entre os dispositivos que constituem um impresso de ampla circulação, “feminino”, e a apropriação de Grande Hotel por seus leitores, destacando-se neste trabalho os procedimentos metodológicos mobilizados na pesquisa. Para realizar o estudo, utilizaram-se, como fontes principais, números de Grande Hotel, que circularam no Brasil, entre 1947 (ano em que a revista começou a ser publicada no País) e 1961 (ano em que passou a ser, cada vez mais, destinada à publicação de fotonovelas). Também utilizaram-se alguns números da revista francesa Nous Deux e da revista italiana Grand Hôtel, 12 depoimentos orais de leitores do impresso na época e, como fontes complementares, cartas e registros de leitores da revista brasileira, publicados em livros de memórias. Ao se analisar a materialidade de Grande Hotel, concluiu-se que, no fim dos anos 1940, uma parte considerável de seus textos demandava um leitor geral, em quem se produzisse um prazer, pela leitura, continuamente renovado pela compra da revista. Verificou-se que seu “Leitor-Modelo” seria aquele disposto a mergulhar no mundo das relações amorosas, o qual a compõe da capa à quarta capa. Pouco a pouco, a revista passou a pressupor um leitor brasileiro e, a partir de 1950, seus redatores esperavam leitoras brasileiras. A análise dos modos de apropriação do impresso evidenciou que a fotonovela era o gênero textual mais importante do suporte para seus leitores. Embora os produtores de Grande Hotel buscassem ‘educar’ as leitoras projetadas para a revista, para alguns de seus leitores empíricos, a leitura do impresso era uma leitura feita para o lazer. Não se tratava de uma leitura para se formar. De um lado, Grande Hotel dá contornos para o dispositivo que procura conduzir modos de ler, maneiras de se relacionar com o impresso e com outros indivíduos. De outro, as memórias de seus leitores evidenciam que os sujeitos transformavam tal dispositivo, desviando-se do condicionamento que as formas materiais da revista pretendiam na produção de sentido por seus leitores.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentCP - CENTRO PEDAGOGICO - 1o.GRAU
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://sbhe.org.br/uploads/proceeding/400/428aeea4d28d53dd90d8f80ae0160d1f.pdf

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