A embriaguez como força plástica da escritura: tramas além do bem e do mal entre João Guimarães Rosa e Nietzsche
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Sonia Maria de Melo Queiroz
Sabrina Sedlmayer Pinto
Marco Antonio dos Santos Casa Nova
Flávio Luiz Teixeira de Sousa Boaventura
Sabrina Sedlmayer Pinto
Marco Antonio dos Santos Casa Nova
Flávio Luiz Teixeira de Sousa Boaventura
Resumo
Este estudo estabelece aproximações, além do bem e do mal, entre os autores João Guimarães Rosa e Nietzche, a partir de dois enfoques principais, os quais advêm do prefácio "Nós, os temulentos", que se encontra no último livro publicado em vida por João Guimarães Rosa, Tutaméia, e do livro O nascimento da tragédia, primeiro livro do poeta e filósofo alemão Nietzche. Ambos atuam como veredas escriturais extaticas e provedoras de estilhaços de conceitos e diálogos que, entre os autores. O périplo do embriagado Chico, herói do prefácio "Nós, os temulentos", alegoriza o percurso trágico nos moldes nietzchianos, ou seja, da individuação apolínea à embriaguez dionisíaca e, finalmente à morte. Sua morte representa uma das perspectivas possíveis, numa escritura marcada pela indicidibilidade, o encontro com o Uno. Desvelamos, assim, a alegria trágica, à qual o texto rosiano, em minutos momentos, encena. Notadamente convergiram entre os autores em análise outras impulsividades como, por exemplo, o devir, o mito, a música, a perspectiva, a travessia e a ficção que, misturadas, possibilitam, na escritura rosiana, o afloramento de uma verdade nos moldes nietzchianos, uma verdade artística.
Abstract
Assunto
Bem e mal na literatura, Nietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900 Nascimento da tragédia Crítica e interpretação, Literatura comparada, Dionisio (Deus grego), Rosa, João Guimarães, 1908-1967 Crítica e interpretação, Literatura
Palavras-chave
embriaguez dionisíaca, moldes nietzchianos, texto rosiano