Ruptura e continuidade em Apolônio de Rodes: os símiles nas Argonáuticas I

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Jacyntho Jose Lins Brandao
Christian Werner

Resumo

Esta dissertação procura entender como Apolônio de Rodes, um dos três principais poetas helenísticos gregos, reformulou um dos elementos mais célebres da épica oral homérica, o símile ou comparação, e utilizou na composição das suas Argonáuticas. Tal objetivo foi perseguido por meio da análise do símiles das Argonáuticas I, da consideração dos modelos homéricos utilizados por Apolônio na sua composição e do cotejo entre a técnica dos símiles do poeta helenístico e aquela de Homero. Inicialmente, foi realizada uma revisão da bibliografia sobre símile homérico, objetivando individuar e descrever as várias categorias pertinentes ao seu estudo (estrutrura, temática, funções, relação com a narrativa e contexto imediatos) que posteriormente foram aplicadas à análise das comparações de Apolônio. Durante essa análise, constatou-se que a apropriação efetuada por Apolônio do símile homérico é extremamente sofisticada e funcional para a escrita de sua nova épica e conforma-se plenamente à prática alexandrina da imitação criativa ou arte alusiva, não devendo, portanto, ser entendida como aperfeiçoamento evolucionista, pois comportaria antes uma grande admiração e um profundo reconhecimento da utilidade narrativa dessa ferramenta estilística arcaica, do que uma percepção negativa acerca da grande poesia do passado da qual ela é continuidade diferenciada.

Abstract

Assunto

Poesia épica grega, Helenismo, Homero Crítica e interpretação

Palavras-chave

Apolônio de Rodes, Poetas helenísticos gregos, Argonáuticas

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