Avaliação da qualidade da atenção aos pacientes atendidos com infarto agudo do miocárdio na Unidade Coronariana do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais

dc.creatorMaria Leticia Leao Lana
dc.date.accessioned2019-08-12T04:52:55Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:26:00Z
dc.date.available2019-08-12T04:52:55Z
dc.date.issued2016-06-27
dc.description.abstractIntroduction: Standardization of best practices and tracking of quality metrics have resulted in a decline in acute myocardial infarction (AMI) mortality in the United States. In contrast, Brazilian deaths from AMI continue high. Poor adherence to performance measures (defined by the AHA/ACC) may contribute. In 2010, the Federal University of Minas Gerais (UFMG) implemented a standardized AMI system of care, in-line with the AHA/ACC consensus statement (2008), and provided ongoing education to improve compliance. Objectives: To evaluate compliance with AHA/ACC performance measures for AMI at UFMG and to investigate factors associated with compliance. Methods: Compliance with 13 prespecified AHA/ACC AMI performance measures was evaluated for patients with ST-elevation AMI (STEMI) and non ST-elevation AMI (NSTEMI) between December 2011 and 2014. Median compliance was calculated and variables independently associated with compliance rates were evaluated. Results: Over 36 months, 1,129 patients were enrolled (mean age 59±13 yrs., 68% male, STEMI 70% & NSTEMI 30%). Hospital mortality was 8.7% (9.1% STEMI vs. 7.6% NSTEMI, p=0.49). Median compliance with performance measures was 83% [IQR 75/88] (82%[IQR 72/88] STEMI vs. 86%[IQR 83/100] NSTEMI, p<0.001). Among patients with STEMI, 56% received reperfusion therapy, and only 13.6% of those receiving thrombolytics had door-to-needle time <30 min. Three-quarters (75.3%) of patients undergoing primary PCI had door-to-balloon time <90 min. Overall, 67.3% of the patients complied with 80% of the measures (58.8% STEMI vs. 87.1% NSTEMI, p<0,001). Factors independently associated with better compliance (80% of applicable measures) were later date of presentation (semester), likely reflecting ongoing teaching and training (OR=1.19, 95% CI 1.10-1.28, p<0.001), male gender (OR=1.33, 95% CI 1.00-1.76, p<0.046), Killip I/II on admission (OR=1.95, 95% CI 1.36-2.80, p<0.001) and diagnosis of NSTEMI (OR=5.0, 95% CI 3.51-7.11, p<0.001). Conclusion: Compliance with AHA/ACC AMI performance measures remains below target in Brazil, but is improving. Continuing education, reduction of system delays, and prioritizing high-risk groups are needed to optimize AMI systems of care and improve patient outcomes.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-AWCGGE
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAssistência ao Paciente
dc.subjectSíndrome Coronariana Aguda
dc.subjectMedicina
dc.subjectInfarto do miocárdio
dc.subjectIndicadores de qualidade em assistência a saúde
dc.subject.othermedidas de qualidade
dc.subject.othersíndrome coronariana aguda
dc.subject.otherInfarto agudo do miocárdio
dc.subject.othersistemas de cuidados
dc.titleAvaliação da qualidade da atenção aos pacientes atendidos com infarto agudo do miocárdio na Unidade Coronariana do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Bruno Ramos Nascimento
local.contributor.advisor1Antonio Luiz Pinho Ribeiro
local.contributor.referee1Luiz Alberto Piva e Mattos
local.contributor.referee1Graziela Chequer
local.description.resumoIntrodução: A padronização das condutas bem embasadas e o acompanhamento das medidas de qualidade resultaram em um declínio na mortalidade devido a infarto agudo do miocárdio (IAM), nos Estados Unidos. Já no Brasil tem-se observado elevadas taxas de mortalidade por IAM, especialmente no sistema público de saúde. Baixa adesão às medidas de qualidade (definidas pela AHA/ACC) pode contribuir para tal resultado. Em 2010, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) implementou um sistema padronizado de atendimento aos pacientes com IAM. Essa linha de cuidado foi criada conforme as recomendações do consenso da AHA/ACC (2008) e medidas de educação continuada foram realizadas para melhorar a conformidade. Objetivos: Avaliar a qualidade do tratamento ofertado aos pacientes com IAM, utilizando como base as medidas de desempenho propostas pela AHA/ACC, além de detectar os fatores relacionados ao cumprimento dessas medidas. Métodos: Foram avaliadas a adesão às 13 medidas de desempenho préespecificadas pela AHA / ACC em relação aos pacientes admitidos na UCO do HC/UFMG com IAM com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) e com IAM sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST), entre dezembro de 2011 e 2014. A adesão a cada medida de qualidade foi calculada e as variáveis independentemente associadas às taxas de adesão foram avaliadas. Resultados: Ao longo de 36 meses, foram incluídos consecutivamente 1129 pacientes (idade média de 59 ± 13 anos, 68% do sexo masculino, 70% diagnosticados com IAMCSST e 30% com IAMSSST). A mortalidade hospitalar foi de 8,7% (9,1% vs. 7,6%, respectivamente, p=0,49). Houve uma média de 83% [IQR 75/88] no cumprimento das medidas de desempenho aplicáveis AHA/ACC, 82% [IQR 72/88] para IAMCSST e 86% [IQR 83/100] para IAMSSST (p <0,001). Entre os pacientes com IAMCSST, 56% receberam terapia de reperfusão e apenas 13,6% dos pacientes submetidos à trombólise tiveram tempo porta agulha <30min.. Três quartos (75,3%) dos pacientes submetidos à ICP primária tiveram tempo porta balão <90min.. No geral, 67,3% dos pacientes atenderam a 80% das medidas (58,8% IAMCSST vs. 87,1% IAMSSST, p <0,001). Fatores independentes associados com melhor adesão ( a 80% dos critérios aplicáveis ) foram data de admissão (semestre), refletindo o ensino e a formação continuada (OR=1.19, 95%, IC 1.10-1.28, p<0,001), sexo masculino (OR=1.33, 95% IC 1.00- 1.76, p<0,046), Killip I/II na admissão (OR=1.95, 95% IC 1.36-2.80, p<0,001) e diagnóstico de IAMSSST (OR= 5.0, 95% IC 3.51-7.11, p<0.001). Conclusão: O cumprimento das medidas de desempenho AHA/ACC para IAM ainda está abaixo das taxas recomendadas, no Brasil, mas tem apresentado melhoras. A educação continuada, a redução dos atrasos do sistema e a priorização aos grupos de maior risco são necessárias para otimizar os resultados do sistema de cuidados de IAM.
local.publisher.initialsUFMG

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