Natureza e dominação social : para uma leitura especulativa da "Dialética do esclarecimento"
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Nature and social domination : for a speculative reading of the "Dialectic of enlightenment"
Primeiro orientador
Membros da banca
Daniel Oliveira Pucciarelli
Luiz Philipe Rolla de Caux
Luiz Philipe Rolla de Caux
Resumo
A presente dissertação tem como objetivo realizar uma leitura da “Dialética do Esclarecimento” (Adorno e Horkheimer, 1947), tomando como fio condutor a noção de dominação da natureza – interna, no que compreende a renúncia aos impulsos como condição
para a formação do sujeito abstrato e dos processos de socialização a ele aparentados;
externa, no que compreende a dominação das forças naturais pela via da técnica e da
organização social do trabalho. A nossa hipótese é a de que o problema especulativo e
antropológico do texto, que envolve uma explicação genética e histórico-natural para
a dominação social, pode ser harmonizado com um discurso crítico adequadamente
justificado, na medida em que incide sobre formas sociais de dominação e violência que
são contingentes e passíveis de transformação no curso do progresso histórico. Nessa
medida, situamos na problemática em torno da dominação telúrica da natureza a especificidade histórica da crítica ao esclarecimento. Ainda que se vincule a um processo
genealógico mais antigo, a dominação social é desvelada em sua obsolecência graças
ao progresso da própria dominação da natureza. A sua continuidade responde não a
qualquer fundamento antropológico e transhistórico, mas a determinações imanentes à
inédita totalização social que a modernidade burguesa inaugura. Concluímos que essa
ênfase no esclarecimento moderno permite reconhecer a importância que a crítica da
economia política possui no argumento dos autores. Ao mesmo tempo, discernimos
no tópico da recordação da natureza no sujeito e na história a dimensão emancipatória da obra, contra a leitura usual que apreende o seu argumento como fatalista ou
politicamente resignado.
Abstract
This dissertation intends to read the “Dialectic of Enlightenment” (Adorno and Horkheimer, 1947) from the standpoint of the notion of domination of nature – internal, as
defined by the renunciation of impulses as a condition for the abstract subject and its
related processes of socialization; external, as defined by the domination of natural
forces by means of technique and the social organization of labor. Our hypothesis is that
the speculative and anthropological dimension of the argument, which involves a genetic
and natural-historical explanation for social domination, can be harmonized, if properly
interpreted, with a well-founded critical discourse, one that is capable of justifying itself
insofar as it focuses on social forms of domination and violence that are contingent and
subject to transformation in the course of historical progress. To this extent, we locate
the historical specificity of the text’s critical discourse around the problem of the telluric
domination of nature. Despite its connection with an older genealogical process, social
domination is unveiled in its obsolescence thanks to the progress of the very domination.
Its continuity does not respond to any anthropological or transhistorical principle, but
to the immanent determinations of the unprecedented social totalization that bourgeois
modernity inaugurates. We conclude that this emphasis on modern enlightenment allows
the recognition of the importance of the critique of political economy for the author’s
argument. At the same time, we discern, in the topic of the remembrance of nature in
the subject and in history, the emancipatory dimension of the work, against the typical
reading that interprets its argument as fatalistic or politically resigned.
Assunto
Filosofia - Teses, Natureza - Teses, Adorno, Theodor W., 1903-1969. Dialética do esclarecimento, Teoria crítica - Teses, História - Filosofia - Teses
Palavras-chave
Dominação da natureza, Dialética do esclarecimento, Filosofia da história, Tteoria crítica
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