Natureza e dominação social : para uma leitura especulativa da "Dialética do esclarecimento"

dc.creatorPedro Pimenta Barbosa de Sousa
dc.date.accessioned2024-04-19T15:25:21Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:26:19Z
dc.date.available2024-04-19T15:25:21Z
dc.date.issued2024-01-29
dc.description.abstractThis dissertation intends to read the “Dialectic of Enlightenment” (Adorno and Horkheimer, 1947) from the standpoint of the notion of domination of nature – internal, as defined by the renunciation of impulses as a condition for the abstract subject and its related processes of socialization; external, as defined by the domination of natural forces by means of technique and the social organization of labor. Our hypothesis is that the speculative and anthropological dimension of the argument, which involves a genetic and natural-historical explanation for social domination, can be harmonized, if properly interpreted, with a well-founded critical discourse, one that is capable of justifying itself insofar as it focuses on social forms of domination and violence that are contingent and subject to transformation in the course of historical progress. To this extent, we locate the historical specificity of the text’s critical discourse around the problem of the telluric domination of nature. Despite its connection with an older genealogical process, social domination is unveiled in its obsolescence thanks to the progress of the very domination. Its continuity does not respond to any anthropological or transhistorical principle, but to the immanent determinations of the unprecedented social totalization that bourgeois modernity inaugurates. We conclude that this emphasis on modern enlightenment allows the recognition of the importance of the critique of political economy for the author’s argument. At the same time, we discern, in the topic of the remembrance of nature in the subject and in history, the emancipatory dimension of the work, against the typical reading that interprets its argument as fatalistic or politically resigned.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/67495
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/pt/
dc.subjectFilosofia - Teses
dc.subjectNatureza - Teses
dc.subjectAdorno, Theodor W., 1903-1969. Dialética do esclarecimento
dc.subjectTeoria crítica - Teses
dc.subjectHistória - Filosofia - Teses
dc.subject.otherDominação da natureza
dc.subject.otherDialética do esclarecimento
dc.subject.otherFilosofia da história
dc.subject.otherTteoria crítica
dc.titleNatureza e dominação social : para uma leitura especulativa da "Dialética do esclarecimento"
dc.title.alternativeNature and social domination : for a speculative reading of the "Dialectic of enlightenment"
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Amaro de Oliveira Fleck
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3711507246901721
local.contributor.referee1Daniel Oliveira Pucciarelli
local.contributor.referee1Luiz Philipe Rolla de Caux
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0817011803064962
local.description.resumoA presente dissertação tem como objetivo realizar uma leitura da “Dialética do Esclarecimento” (Adorno e Horkheimer, 1947), tomando como fio condutor a noção de dominação da natureza – interna, no que compreende a renúncia aos impulsos como condição para a formação do sujeito abstrato e dos processos de socialização a ele aparentados; externa, no que compreende a dominação das forças naturais pela via da técnica e da organização social do trabalho. A nossa hipótese é a de que o problema especulativo e antropológico do texto, que envolve uma explicação genética e histórico-natural para a dominação social, pode ser harmonizado com um discurso crítico adequadamente justificado, na medida em que incide sobre formas sociais de dominação e violência que são contingentes e passíveis de transformação no curso do progresso histórico. Nessa medida, situamos na problemática em torno da dominação telúrica da natureza a especificidade histórica da crítica ao esclarecimento. Ainda que se vincule a um processo genealógico mais antigo, a dominação social é desvelada em sua obsolecência graças ao progresso da própria dominação da natureza. A sua continuidade responde não a qualquer fundamento antropológico e transhistórico, mas a determinações imanentes à inédita totalização social que a modernidade burguesa inaugura. Concluímos que essa ênfase no esclarecimento moderno permite reconhecer a importância que a crítica da economia política possui no argumento dos autores. Ao mesmo tempo, discernimos no tópico da recordação da natureza no sujeito e na história a dimensão emancipatória da obra, contra a leitura usual que apreende o seu argumento como fatalista ou politicamente resignado.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia

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