Caçando capivara: com o cinema-morcego dos Tikmũ’ũn

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Artigo de periódico

Título alternativo

Hunting capybara: with the bat-cinema of the Tikmũ’ũn

Primeiro orientador

Membros da banca

Resumo

A partir de análise do filme Caçando capivara (2009), realizado pela comunidade Tikmũ’ũn (Maxakali) da Aldeia Vila Nova (MG), o artigo sugere relações entre cinema e xamanismo: de que modo traços do sistema xamânico tikmũ’ũn se inscrevem concretamente nas imagens? O filme acompanha um grupo de caçadores (cineastas-caçadores, ca-çadores-cineastas) que, junto aos yãmĩyxop (povos-espíritos com os quais mantêm aliança), saem em busca da capivara (animal tornado raro na região, outrora rica em diversidade). Para que a quase impossibilidade da caçada se transforme em possibilidade, é preciso que a dimensão fenomenológica do cinema se altere, seja habitada, por uma dimensão cosmológica; que a paisagem desertificada seja povoada por afetos, agências e seres existentes e extintos, visíveis e invisíveis. Tomando emprestada sua dinâmica aos cantos xamânicos dos Tikmũ’ũn, Caçando capivara sugere a possibilidade de um “cinema-morcego” que aciona, quem sabe, uma outra modalidade de visão.

Abstract

Following my research on Amerindian cinema in Brazil, the article approaches the film Hunting Capybara (Caçando capivara, 2009), by the Tikmũ’ũn (Maxakali) community of the village of Vila Nova, in Minas Gerais (Brazil), focusing on the modes in which traces of the tikmũ’ũn shamanism are inscribed in the images. The film follows a group of hunters (hunter-filmmakers, filmmaker-hunters) that, in alliance with the yãmĩyxop (human-animal spirits), seeks the capybara (animal turned rare in a region erstwhile rich in its biodiversity). To transform into possibility the “almost impossibility” of the hunting, the film phenomenology will shelter a cosmological dimension: the desolate landscape will be then populated by a multiplicity of affects, agencies and beings (existent or extinct, visible or invisible ones). Borrowing its dynamics from the Tikmũ’ũn shamanic chants, Hunting Capybara suggests the possibility of a “bat-cinema” that would demand another modality of vision.

Assunto

Índios Maxakali, Índios no cinema, Xamanismo, Cinema brasileiro

Palavras-chave

Tikmũ’ũn (Maxakali), Caçando capivara, Extracampo, Xamanismo

Citação

Curso

Endereço externo

https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/view/3262

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por