Caçando capivara: com o cinema-morcego dos Tikmũ’ũn

dc.creatorAndré Guimarães Brasil
dc.date.accessioned2021-08-19T13:13:07Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:53:09Z
dc.date.available2021-08-19T13:13:07Z
dc.date.issued2016
dc.description.abstractFollowing my research on Amerindian cinema in Brazil, the article approaches the film Hunting Capybara (Caçando capivara, 2009), by the Tikmũ’ũn (Maxakali) community of the village of Vila Nova, in Minas Gerais (Brazil), focusing on the modes in which traces of the tikmũ’ũn shamanism are inscribed in the images. The film follows a group of hunters (hunter-filmmakers, filmmaker-hunters) that, in alliance with the yãmĩyxop (human-animal spirits), seeks the capybara (animal turned rare in a region erstwhile rich in its biodiversity). To transform into possibility the “almost impossibility” of the hunting, the film phenomenology will shelter a cosmological dimension: the desolate landscape will be then populated by a multiplicity of affects, agencies and beings (existent or extinct, visible or invisible ones). Borrowing its dynamics from the Tikmũ’ũn shamanic chants, Hunting Capybara suggests the possibility of a “bat-cinema” that would demand another modality of vision.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.issn2175-8689
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/37618
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofRevista ECO-Pós (Online)
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectÍndios Maxakali
dc.subjectÍndios no cinema
dc.subjectXamanismo
dc.subjectCinema brasileiro
dc.subject.otherTikmũ’ũn (Maxakali)
dc.subject.otherCaçando capivara
dc.subject.otherExtracampo
dc.subject.otherXamanismo
dc.titleCaçando capivara: com o cinema-morcego dos Tikmũ’ũn
dc.title.alternativeHunting capybara: with the bat-cinema of the Tikmũ’ũn
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage153
local.citation.issue2
local.citation.spage140
local.citation.volume19
local.description.resumoA partir de análise do filme Caçando capivara (2009), realizado pela comunidade Tikmũ’ũn (Maxakali) da Aldeia Vila Nova (MG), o artigo sugere relações entre cinema e xamanismo: de que modo traços do sistema xamânico tikmũ’ũn se inscrevem concretamente nas imagens? O filme acompanha um grupo de caçadores (cineastas-caçadores, ca-çadores-cineastas) que, junto aos yãmĩyxop (povos-espíritos com os quais mantêm aliança), saem em busca da capivara (animal tornado raro na região, outrora rica em diversidade). Para que a quase impossibilidade da caçada se transforme em possibilidade, é preciso que a dimensão fenomenológica do cinema se altere, seja habitada, por uma dimensão cosmológica; que a paisagem desertificada seja povoada por afetos, agências e seres existentes e extintos, visíveis e invisíveis. Tomando emprestada sua dinâmica aos cantos xamânicos dos Tikmũ’ũn, Caçando capivara sugere a possibilidade de um “cinema-morcego” que aciona, quem sabe, uma outra modalidade de visão.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/view/3262

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