Em torno do real: a escrita de Machado de Assis e o trabalho do leitor
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Constancia Lima Duarte
Cleusa Rios Pinheiro Passos
Cleusa Rios Pinheiro Passos
Resumo
Este trabalho investiga a escrita de Machado de Assis como um lugar que provoca no leitor um trabalho. Isso decorre na medida em que o texto apresenta uma estética da desconstrução, operando com descentramento do sujeito. Além disso, trata-se de uma narrativa que convida o receptor e aponta-lhe a falta. Analisamos Memórias Póstumas de Brás Cubas por consideramos que este texto assinala com insistência a falta constitutiva do sujeito e que, desse modo, pode levar o leitor a fazer um trabalho em torno do inominável, do impossível - do real. O texto machadiano coloca em questão o fato de que há no real algo mais, para cuja abordagem são insuficientes as experiências do saber. Através da leitura, o leitor poderá fazer a borda em torno desse real. Assim sendo, pensamos que o leitor pode fazer um trabalho no sentido de construir relações subjetivas com o saber, de construir um saber, de construir um saber haver-se-ia, ou seja, um saber que aceite sua limitação frente á falta de sentidos. Para tanto, temos como proposta, além de destacar a operação de descentramento do discurso machadiano, recortar e focalizar as insistências das referências feitas ao leitor, em Memórias Póstumas de Brás Cubas, bem como apontar as estratégias ficcionais que possibilitam implicação do leitor, Marcamos no texto as passagens que sugerem uma prática com a linguagem de limite, e que revelem " lampejos do real".
Abstract
Assunto
Realidade em literatura, Estratégia textual, Assis, Machado de, 1839-1908 Memórias póstumas de Brás Cubas Crítica e interpretação, Assis, Machado de, 1839-1908 Estética, Assis, Machado de, 1839-1908 Crítica textual, Leitores Influência, Estética da recepção
Palavras-chave
Descentramento do sujeito, " Lampejos do real", Discurso machadiano