Quanto vale a pena? A relação capital-trabalho e a escravidão contemporânea no sistema prisional

dc.creatorPaula Cristina de Moura Fernandes
dc.date.accessioned2019-12-04T16:56:00Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:49:30Z
dc.date.available2019-12-04T16:56:00Z
dc.date.issued2019-01-24
dc.description.abstractThis study aims to analyze the capital-labor relationship within the prison system as a space for the exercise of contemporary slave labor through State mediation. We approach the subject from the critique of Karl Marx's political economy and we discuss how the mediation of the State in the social relations within the penal system criminalizes and transforms part of the working class, once active or reserve army, into reserve army incarcerated fit to be exploited under conditions analogous to that of slavery, a process which tends not to restrict only to the incarcerated, as it reproduces and intensifies the terrible working conditions to the agents, managers and professionals within the prisional units. The method used to encompass our analysis was the historical materialism, in order to understand the essence of social relations observed during the eight months of on-site research and semi-structured interviews. During the analysis it was showed how the conditions and labor relations, the oppression and exploitation put under a capitalist society reproduce in prison, and how the state, through the state and federal governments that manage the prison units, neglects basic needs of persons deprived of their liberty, especially regarding the possibility of selling their workforce to reproduce their own existence. Faced with this scenario, the struggle for the constitution of class consciousness is an urgency of our social formation, and this will be possible if it is concomitant to the struggle for human emancipation.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/31403
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTrabalho
dc.subjectTrabalho de presidiários
dc.subjectCapitalismo
dc.subjectRelações trabalhistas
dc.subjectAdministração
dc.subject.otherSistema prisional
dc.subject.otherTrabalho encarcerado
dc.subject.otherTrabalho escravo contemporâneo
dc.titleQuanto vale a pena? A relação capital-trabalho e a escravidão contemporânea no sistema prisional
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Deise Luiza da Silva Ferraz
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5291366705941686
local.contributor.referee1Carolyne Reis Barros
local.contributor.referee1Fernando de Oliveira Vieira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0681754393566115
local.description.resumoEste estudo objetiva analisar a relação capital-trabalho dentro do sistema prisional como um espaço para o exercício do trabalho escravo contemporâneo através da mediação do Estado. Abordamos o tema a partir da crítica da economia política de Karl Marx e discutimos como a mediação do Estado nas relações sociais que constituem e permeiam o sistema penal criminaliza e transforma parte da classe trabalhadora, outrora exército ativo ou de reserva, em exército de reserva encarcerado apto para ser explorado em condições análogas à escravidão. Tal processo tende a não se restringir apenas aos encarcerados, pois reproduz e intensifica as péssimas condições de trabalho para os agentes, gestores e profissionais liberais. O método utilizado para abarcar nossas análises foi o materialismo histórico, a fim de compreender a essência das relações sociais observadas durante os oito meses de pesquisa in loco e das entrevista semiestruturadas. Durante as análises, demonstramos como as condições e as relações de trabalho, a opressão e exploração postas na sociedade capitalista se reproduzem no cárcere e como o Estado, por meio dos governos - estaduais e federal -, que gerem as unidades prisionais, negligencia o atendimento das necessidades básicas das pessoas privadas de liberdade, sobretudo quanto à possibilidade da venda da força de trabalho para reproduzir sua existência. Diante desse panorama, a luta pela constituição da consciência de classe é uma urgência da nossa formação social, e isso será possível se for concomitante à luta pela emancipação humana.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFACE - FACULDADE DE CIENCIAS ECONOMICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Administração

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